Cabo Verde | Portugal

Cabo Verde e Portugal querem combater racismo com serenidade e inteligência

Marcelo Rebelo de Sousa com Jorge Carlos Fonseca

Os Presidentes de Portugal e de Cabo VerdeMarcelo Rebelo de Sousa e Jorge Carlos Fonseca, respetivamente, defendem que o racismo deve ser combatido “todos os dias” com determinação, inteligência e serenidade, de forma a que sejam evitadas escaladas e reações contraproducentes”. 

“O combate pelo respeito do outro, da diferença, pela integração, pela inclusão, pela fraternidade, é um combate de todos os dias, tem de se fazer todos os dias na vida social porque é um combate cultural e cívico. Tem de se fazer com bom senso, com serenidade e evitando escaladas e certo tipo de reações que são contraproducentes”afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. 

A declaração foi feita no sábado, 22 de fevereiro, perante os jornalistas presentes na Casa do Alentejo, em Lisboa, ao lado do homólogo cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, no final de uma conferência para assinalar os 50 anos da Associação Caboverdeana de Lisboa, durante a qual as dificuldades de integração e os obstáculos colocados pelo racismo foram tema central dos debates realizados.

O chefe de Estado português deseja a realização de um combate “pela positiva” perante manifestações racistas e discriminatórias. O nosso papel é fazer pedagogia positiva, do respeito das constituições, dos mesmos valores da democracia, do estado de direito, da igualdade, da fraternidade, da não discriminação e da não intolerância”frisou. 

Por sua vez, Jorge Carlos Fonseca, que encerrou a conferência, alertou para o aumento das “dificuldades de inserção social” dos cabo-verdianos, principalmente dos mais jovens, em Portugal, o que se traduz em “desemprego, o aumento do número de descendentes de cabo-verdianos nos estabelecimentos prisionais, o insucesso e o abandono escolar e uma certa conflitualidade emergente” com as autoridades locais. 

O governante mencionou também a “existência de manifestações de racismo e intolerância”, acrescentando que “essas situações que resultam de uma multiplicidade de fatores e que são protagonizadas por setores minoritários devem ser combatidas com determinação, muita inteligência, serenidade e em articulação estreita com as numerosas organizações portuguesas que se posicionam claramente contra elas”.

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