Cabo Verde: Emigrantes aumentaram remessas em 13,5% até junho

As remessas enviadas pelos emigrantes cabo-verdianos para Cabo Verde aumentaram 13,5% no primeiro semestre de 2020. Esta é a conclusão quando a percentagem é comparada com a de 2019.

A subida representa o equivalente a 480 mil euros por dia, de acordo com cálculos com base num relatório estatístico do Banco de Cabo Verde (BCV). As contas feitas com dados do primeiro semestre deste ano indicam assim que foram enviadas remessas no valor de mais de 9.681 milhões de escudos (87,5 milhões de euros).

Este valor foi comparado com os quase 8.531 milhões de escudos (77,1 milhões de euros) de remessas enviadas para o arquipélago pelos emigrantes nos primeiros seis meses de 2019. Isto segundo os dados anteriores do BCV.

Apesar do crescimento nos primeiros seis meses, do primeiro para o segundo trimestre de 2020 registou-se uma quebra de 8,5% no envio de remessas. Assim, passaram de um total superior a 5.055 milhões de escudos (45,7 milhões de euros) de janeiro a março para 4.626 milhões de escudos (41,8 milhões de euros) de abril a junho.

O valor mensal mais baixo em vários anos foi registado  em abril, pico do confinamento internacional devido à pandemia da Covid-19. Apenas 1.177 milhões de escudos (10,6 milhões de euros) verificaram-se em remessas enviadas pelos emigrantes para Cabo Verde.

O país tem cerca de 500 mil habitantes no território e mais de um milhão na Europa e nos Estados Unidos da América. O sistema financeiro está dependente das remessas desses emigrantes, encontrando-se Portugal entre os países de origem com maior volume de remessas. Os emigrantes radicados neste país europeu enviaram mais de 2.343 milhões de escudos (21,2 milhões de euros) até junho.

Presidente da República elogia remessas

Ao falar sobre o aumento de remessas de emigrantes, o chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, disse que as via como um “compromisso de solidariedade” para com os familiares. Sobretudo num “contexto tão difícil”, caracterizado pela perda de emprego durante a pandemia da Covid-19.

Além disso, escreveu ainda no Facebook, “exprime o quão apurado é o espírito de altruísmo do cabo-verdiano”.

O Presidente da República destacou assim que, apesar das adversidades, o emigrante cabo-verdiano é capaz de abdicar de uma poupança. Desta forma, aplica-a na sua estabilidade e segurança e reparte igualmente com familiares e amigos o que lhe resta.

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