Cabo Verde: Entrada de jovens em universidades condicionada por atrasos de emissões de documentos

Os jovens da ilha cabo-verdiana Brava estão a ter dificuldades em inscrever-se nas universidades devido aos atrasos que têm ocorrido na emissão de atestados médicos e de vacinas. O problema foi revelado por um grupo de pais e encarregados da educação, que reclamam a morosidade da Delegacia de Saúde nas marcações para se obterem esses atestados.
O porta-voz do grupo, Agnelo Andrade, disse em entrevista que já há mais de duas semanas que um grupo de pais e às vezes os próprios filhos se dirigem à secretaria do hospital no sentido de marcarem consulta para a aquisição de um atestado médico e de vacina, documentos essenciais para que os alunos se possam inscrever nas instituições de ensino superior na cidade da Praia.
No entanto, recebem respostas como “não há data ainda para este tipo de serviço”. Segundo Agnelo Andrade, a secretaria da Delegacia de Saúde só informa os utentes de que não existem vagas para marcação da referida consulta médica, alegando que só se encontra de serviço um médico e que não há data para marcação da referida consulta e obtenção do documento.
O utente, que considera este acto “lamentável e inadmissível”, acusou a instituição de estar a “violar os direitos fundamentais do cidadão”, a prejudicar “seriamente os planos e necessidades essenciais dos utentes e a prestar um serviço de desgaste físico e psicológico aos mesmos”.
De acordo com o mesmo, aqueles que queriam aproveitar os descontos que normalmente são praticados na primeira fase da inscrição nas universidades já não vão a tempo de fazê-lo. “Quem vai se responsabilizar com os prejuízos causados? Até quando a Delegacia de Saúde da ilha vai melhorar a prestação dos seus serviços? Será que é necessário deslocar-se à ilha do Fogo ou à Praia só para a aquisição de um atestado?”, questionou.
Após ter sido contactado pela “Inforpress”, o delegado de Saúde, Carlos Dias, explicou que na semana passada encontrava-se sozinho como médico, delegado de saúde e administrador, devido a motivos profissionais e de saúde dos seus colegas. Tendo em conta a sobrecarga, deu prioridade a atestados médicos urgentes e acrescentou que “foram feitos vários”.





