Cabo Verde

Cabo Verde: Governo explica atraso no recenseamento na diáspora

Assembleia Nacional de Cabo Verde
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O secretário de Estado-Adjunto do ministro do Estado, Carlos Monteiro, afirmou que o atraso no recenseamento dos emigrantes cabo-verdianos deve-se às dificuldades na mobilidade, por causa das regras impostas para combater a pandemia da Covid-19. 

“Há países confinados, com elevadas restrições a nível da mobilidade. E tudo isso causa algum atraso, alguma dificuldade na gestão de todo o processo”, disse. 

Também segundo o governante, foi esse motivo que impediu então o envio dos kits de recenseamento e dos técnicos. A explicação foi dada nesta quarta-feira, 06 de janeiro, durante uma intervenção feita no Parlamento. 

A justificação foi dada após uma declaração política do PAICV, que criticava o sucedidoCarlos Monteiro realçou que existe da parte do Governo todo o engajamento para assegurar a participação efetiva dos emigrantes nas próximas eleições legislativas, previstas ocorrer entre março e abril. 

“Os kits de recenseamento já avançaram para a Europa e no dia 10 avançará para o Brasil para cobrir Brasil e Argentina. Vai durante este mês avançar para Dakar para cobrir Senegal, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Na França já estão três kits e outros kits deverão chegar porque a partir de França vão ser distribuídos por outros países”, partilhou ainda. 

UCID pede ao Governo para admitir a falha 

Para o líder da UCID, António Monteiro, é exagerado o atraso no recenseamento. Como tal, pediu ao Governo para que este admitisse que falhou no processo. 

“Nós acreditamos que a Covid-19 pode ter tido alguma influência, mas todos nós sabíamos de antemão que teríamos eleições legislativas neste ano de 2021”defendeu.

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