Cabo Verde

Cabo Verde: Líder do MpD defende liberdade como criação de condições para dignificar o homem

Ulisses Correia e Silva

O líder do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, afirmou que a liberdade pressupõe não só escolha, mas também a criação de um conjunto de condições para que as pessoas possam sentir-se autónomas e com dignidade.

As declarações foram feitas à imprensa no sábado, 16 de novembro, após o dirigente do partido no poder ter presidido a cerimónia de abertura do Fórum da Liberdade, organizado pela Juventude para a Democracia (JpD), na Assembleia Nacional, enquadrada nas comemorações dos 30 anos da democracia em Cabo Verde.

“Uma liberdade virada para as condições da democracia consolidada, que cria espaço de participação, de responsabilização, de controlo de poderes, é fundamental, assim como a liberdade económica, das pessoas escolherem as melhores vias para satisfazer as suas necessidades e a liberdade de poderem escolher a via do empreendedorismo, a vida do investimento, de correr risco e reduzir essa noção de excesso de dependência relativamente ao Estado”, afirmou.

Correia e Silva realçou a importância destes tipos de fórum, que, a seu ver, servem para impulsionar e orientar os jovens para que possam ter uma “maior responsabilidade”, exercendo não só a cidadania, mas também para que possam ser jovens com responsabilidade política.

Neste sentido, defendeu ainda que os partidos políticos têm uma “grande responsabilidade” de preparar os jovens para não deixarem espaços vazios, uma vez que “alguém que pode não ter boa intenção ocupa esse espaço vazio, por isso preparamos essa nova geração para uma responsabilidade cidadã e depois para assumirem as responsabilidades políticas, votando, recenseando e assumindo também cargos de responsabilidade”.

Por sua vez, o presidente da JpD considerou o espaço de debate uma forma de clarificar as pessoas e de encontrar formas de combater as ameaças que a liberdade da democracia tem vindo a sofrer. Euclides Silva acusou o PAICV de estar a semear algumas medidas que põem em causa a liberdade.

“Assistimos, claramente, a actos atentatórios à liberdade, como é a questão do levantamento de processos disciplinares aos deputados que não se aliam com uma certa liderança e intelectuais do partido a sugerirem que é necessário trazer milícias populares, tribunais de zonas e outros instrumentos que não dignificam a dignidade da pessoa humana e que foram utilizados no passado”, criticou.

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