Cabo Verde: Líder do PAICV critica Governo pelos resultados obtidos em quatro anos de governação

A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, questionou o Governo quanto à desvalorização de setores importantes para o desenvolvimento de Cabo Verde, que “não têm tido” reformas estruturantes, e também em relação às políticas de promoção do emprego.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira, 27 de novembro, durante a primeira intervenção no debate sobre o emprego jovem, uma iniciativa agendada a pedido do grupo parlamentar do maior partido da oposição no país.

Para dirigente, agora que o atual Governo já fez quatro orçamentos durante o seu mandato, é a altura de o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, “substituir os anúncios” pelo balanço e começar a dizer ao povo, e, particularmente, à juventude, o que fez neste período de tempo e quais os resultados obtidos.

Hopffer Almada lembrou que o Executivo prometeu aos jovens mais e melhor formação e empregos, criando 45 mil empregos dignos, à ordem de 9 mil por ano, além de 50 bolsas, também por ano, nas melhores universidades do mundo, bem como a bonificação do crédito para a habitação jovem. Depois destas garantias, referiu que os jovens querem saber quem assume, ao nível do atual Executivo, a tutela dessa área, e que ministério define e conduz as políticas governamentais em matéria de juventude.

A mesma fonte acrescentou que apesar de se propalar o crescimento de 5%, “esse crescimento não está a gerar empregos porque a sua política económica está errada” e não aposta nas reformas estruturantes que o país precisa, tendo defendido que na altura da governação do PAICV o país edificou um Sistema de Formação Profissional em que “mais 30 mil jovens foram formados”, com uma “taxa de empregabilidade de cerca de 70%” e em áreas alinhadas com a estratégia de desenvolvimento.

“É uma política que não consolida os setores estratégicos da economia, que desinveste na agricultura, que ignora as pescas e que não qualifica o turismo, setor motor da nossa economia e grande gerador de empregos”, sublinhou.

A líder do PAICV considera que houve nestes quase quatro anos de governação “uma política estribada no marketing e na publicidade enganosa”, com anúncios de ecossistemas de financiamento à economia, “sem indicar um único projeto financiado”, e que valores foram desembolsados, continuando o problema de financiamento do setor privado “por resolver, com o país a perder posições no Doing Business e o turismo a perder competitividade”.

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