Cabo Verde

Cabo Verde: Líder do PAICV critica queda de cinco posições do país em ranking sobre turismo

(c) Janira Hopffer Almada

A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, declarou que o seu partido não se surpreendeu com a queda de cinco posições de Cabo Verde no Ranking Competitividade no Turismo em 2019, uma vez que já tinha vindo a alertar o Governo para esse risco.

As declarações, feitas em conferência de imprensa, surgiram em reação aos resultados do país no referido ranking, elaborado pelo Fórum Económico Mundial, que coloca o arquipélago africano no 88.º lugar, numa lista de cerca de 140 países.

Para a dirigente, esta classificação significa que Cabo Verde é, atualmente, “menos competitivo”, e que isto significa um retraimento para quem quer visitar e investir no país, tendo assim “efeitos negativos” no crescimento económico local.

A mesma fonte salientou que nos 15 anos de governação do PAICV o turismo teve um “crescimento notável”, a uma média de 10% ao ano, e que, principalmente, passou a representar 21% do Produto Interno Bruto, tendo durante este período “aumentado grandemente” o número de turistas, dormidas, camas e empregos diretos ou indiretos.

Hopffer Almada considera que o atual Governo “está a falhar redondamente nas promessas e nos compromissos que assumiu com os cabo-verdianos”. “Prometeu colocar Cabo Verde no top 30 dos países mais competitivo do mundo até 2021. Com esta pontuação fica evidente que não chegaremos a essa meta. Prometeu promover as externalidades positivas do turismo, adotar uma estratégia do turismo, eliminar as principais fraquezas do turismo em sede de segurança, saneamento, promoção internacional do destino, reforçar a articulação entre o turismo, ambiente e a segurança”, frisou.

Relembrou ainda que o Governo prometeu colocar os serviços de transportes ao serviço do turismo, mas que o mesmo está a fazer “exatamente o contrário”, já que, a nível dos transportes internos, as ligações são “mais caras” os serviços são “mais ineficientes” e “muito mais difíceis”.

O maior partido da oposição considera que é preciso trabalhar para transformar Cabo Verde num destino de referência, defendendo que, para se chegar a esse objetivo, é necessário enfrentar os desafios da competitividade, sustentabilidade, concentração e maximização do impacto sobre a riqueza e bem-estar dos cabo-verdianos.

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