Cabo Verde

Cabo Verde: Líder do PAICV diz que Campus Uni-CV “é ambicioso” e uma aposta do Governo anterior

(C) Líder do PAICV, Janira Hopffer Almada

A líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, descreveu o projeto Campus da Uni-CV como “ambicioso” e declarou que o mesmo é uma aposta do governo anterior, apoiado pelo partido que dirige, numa sociedade de conhecimento para promover a competitividade de Cabo Verde.

As declarações foram feitas à imprensa após a visita realizada às obras do novo campus da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), em Palmarejo Grande, na Praia, no âmbito da preparação do debate sobre o Estado da Nação, marcado para o final do mês.

“Trata-se de um grande projeto e quando o governo anterior decidiu avançar com a ideia do campus Uni-CV tinha em vista os objetivos do país, que deve continuar a ter uma aposta clara e séria numa sociedade de conhecimento para promover a competitividade”, afirmou, realçando que para ser uma sociedade de conhecimento é essencial apostar na qualidade e relevância do ensino.

De acordo com a deputada, o projeto, que está orçado em 30 bilhões de escudos cabo-verdiano e tem capacidade para albergar cerca de cinco mil estudantes, deve conseguir, sobretudo, estimular a aprendizagem, o ensino, a inovação e a investigação.

Hopffer Almada acrescentou que o maior partido da oposição quer perguntar ao Governo sobre qual vai ser o desafio do país neste setor, uma vez que, segundo a própria, apesar do avanço, nos últimos anos, a educação sofreu corte nas bolsas de estudos e nos apoios socioeducativo aos estudantes carenciados, o que, ajuntou, põe em causa os ganhos no acesso e democratização do acesso ao ensino superior.

A dirigente defendeu que a aposta “deve ser clara” e começar num “investimento forte” na sociedade de conhecimento através de uma sociedade de informação, considerando igualmente importante pensar no avanço do ensino superior a outras ilhas para que todos os jovens tenham possibilidade de estudar sem terem de deslocar-se.

“É preciso planificar tudo isso. Num país arquipelágico como o nosso é preciso pensar-se numa universidade aberta para que, através das tecnologias de formação e comunicação, os jovens de outras ilhas possam estudar”, sublinhou.

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