Cabo Verde | Guiné Equatorial

Cabo Verde lidera missão da CPLP à Guiné Equatorial composta por 16 elementos

Bandeiras dos países pertencentes à CPLP

A missão técnica que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai enviar esta terça-feira, 07 de maio, para Malabo, capital da Guiné Equatorial, será composta por 16 elementos e liderada pelo embaixador cabo-verdiano, José Luís Monteiro. A informação foi divulgada pelo secretário executivo da organização, Francisco Ribeiro Telles.

Dos membros desta missão, que permanecerá três dias no país, farão parte “elementos técnicos e elementos que os Estados-membros da CPLP indicaram”. As declarações foram feitas à margem da sessão solene dedicada ao Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, que se assinalou no domingo, 05.

Segundo Ribeiro Telles, a missão não é uma resposta às críticas do país equato-guineense sobre uma “campanha” contra o próprio, uma vez que já estava agendada antes do ocorrido. “Há algum tempo que não se fazia uma missão à Guiné-Equatorial no sentido de se fazer o levantamento das necessidades” e dos progressos do país, nomeadamente em relação à promoção da língua portuguesa, sendo esse um dos objetivos da mesma, explicou.

Tal servirá assim para “fazer o levantamento do que foi feito” no âmbito dos requisitos que foram definidos na altura da adesão da Guiné Equatorial à CPLP em 2014, nomeadamente a difusão do português e a abolição da pena de morte. “Vai ser feito um levantamento exaustivo de tudo o que foi feito desde a adesão da Guiné Equatorial em 2014 e o que falta fazer”, acrescentou o secretário executivo, mencionando que será posteriormente elaborado um relatório “que irá à consideração dos ministros das Relações Exteriores, em junho, no Mindelo”, em Cabo Verde.

Recorde-se que foi acerca de duas semanas que a Guiné Equatorial se queixou, junto da CPLP, daquilo que considerou ser uma “campanha” contra o país, promovida por “interesses ocultos”, e criticou “declarações imaturas na praça pública”, após governantes e ex-governantes de vários países lusófonos, entre os quais Portugal, Angola, Cabo Verde e Timor-Leste, terem abordado a permanência do país visado na CPLP, lembrando que este ainda não aboliu a pena de morte.

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