A líder parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), Joana Rosa, afirmou que o facto de o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) ter proposto como tema as políticas públicas para o mundo rural no debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reflete uma forma de o maior partido da oposição no arquipélago tentar “tirar proveito” político.
Segundo a dirigente, é sabido que o mundo rural está confinado e que todas as políticas públicas foram suspensas em virtude do Estado de Emergência, adotado para combater a pandemia da Covid-19.
Joana Rosa destacou, em conferência de imprensa, a execução de programas emergenciais do Governo para fazer face às dificuldade do mundo rural, mencionando que o Executivo de Ulisses Correia e Silva “direcionou milhões de contos” para o campo.
Durante os anos em que PAICV governou, criticou, não houve políticas públicas para o campo, apontando como prova disso o facto de o mundo rural não ter resiliência à seca e de necessitar de programas emergenciais para combater a situação.
“Fomos também confrontados com três anos de seca e o Governo [apoiado pelo MpD, partido no poder] tem ao longo desses períodos implementado programas de mitigação para debelar os maus anos agrícolas, com grandes problemas no meio rural, que na medida do possível foram colmatados e resolvidos”, defendeu.
A sessão parlamentar tem início nesta quarta-feira, 27 de maio, com a presença do primeiro-ministro, e a agenda contempla outras iniciativas de lei a serem votadas e aprovadas.