Cabo Verde

Cabo Verde: MpD diz que PAICV não tem moral para criticar o Governo

Membros do partido cabo-verdiano MpD
Membros do MpD

O grupo parlamentar do MpD, partido no poder, apresentou nesta quarta-feira, 06 de janeiro, uma declaração política sobre a questão da corrupção em Cabo Verde. No documento foram feitas críticas ao rival PAICVacusado de não ter moral e ética” para levantar suspeitas quanto à atuação do atual Governo. 

vice-líder do referido grupo parlamentar, Armindo Luz, indicou diversas situações que, na sua perspetiva, consubstanciam em casos de corrupção durante a governação do PAICV, tendo sido prejudicadas empresas e famílias cabo-verdianas. 

O político mencionou aquilo que considera “delapidação dos recursos públicos” por instituições e gente ligada ao poder de então, além de desvio de recursos públicos, obras públicas executadas por empresa de ministros e barragens que não conseguiram reter água, onde foram gastos recursos para tirar muitas pessoas da pobreza. 

Falou igualmente sobre a gestão do Fundo do Ambiente, tendo dito que o mesmo foi gerido em contas bancárias de particulares e associações fantasmas, bem como a gestão do Novo Banco, criado para financiar os camaradas, sem garantias e sem contratos de crédito. Não ficou de parte a gestão danosa do fundo autónomo de apoio à cultura e a má gestão da empresa Cabo Verde Fast Ferry. 

Em resposta às acusações feitas ao PAICV quando se encontrava no poder, sendo atualmente o maior partido da oposição no arquipélago, dirigente do grupo parlamentar do mesmo, Rui Semedo, disse que o discurso era “já de campanha eleitoral”. 

Para o parlamentar, tal demonstra que o Governo apoiado pelo MpD não tem obra para apresentar num momento de balanço. “Está a fazer a sua campanha com base em calúnias, difamação, críticas e perseguição de pessoas, e na tentativa de manchar o carácter de personalidades, de figuras públicas. Esta é a linha, é o mote que já foi dado”, disse. 

Semedo afirmou ainda que o povo precisa que o Governo faça o balanço dos cinco anos de governação, dos compromissos e promessas não cumpridas, e de propostas novas para o desenvolvimento de projeção do país.

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