Cabo Verde: OIAM denuncia programa “eleitoralista” e fala sobre derrota do MpD na ilha do Maio

A Onda Independente para Avanço do Maio (OIAM) classificou de “eleitoralista” a promessa feita pelo edil maiense, Miguel Rosa, tendo o próprio dito que durante o ano de 2019 a autarquia irá criar na ilha do Maio mais de 800 novos postos de trabalho.

De acordo com o porta-voz da OIAM, “no passado mês de julho foi realizada uma sondagem por uma empresa de pesquisa da opinião pública que atribuía a derrota ao MpD [Movimento para a Democracia] na ilha do Maio, caso as eleições fossem realizadas naquela altura”. Como tal, segundo António Ramos, as promessas não passam de investidas eleitoralistas do MpD, na tentativa de reverter o quadro político desfavorável.

Em declarações à “Inforpress”, o porta-voz declarou que a atual equipa camarária já apresentou três orçamentos e que nas mesmas execuções foram criados “poucos” postos de trabalho, sobretudo para os jovens com formação profissional ou superior, razão pela qual, referiu, muitos estão a abandonar a ilha à procura de melhores condições de vida, indo para outras ilhas de Cabo Verde ou para o exterior do país.

“Questionamos o presidente da Câmara do porquê de estes postos de trabalho não terem sido criados em 2016, 2017 e nem em 2018 e porquê só agora, que estamos num ano pré-eleitoral, vem anunciar a criação de mais de 800 novos postos de trabalho”, perguntou, salientando que “este é um anúncio eleitoralista para ver se consegue tapar os olhos aos maienses”, uma vez que o autarca “tem na posse informações que lhe dão indicações que está em maus lençóis”.

Em relação às obras municipais anunciadas pelo edil maiense para 2019, António Ramos disse que estas vêm constando dos sucessivos orçamentos que a edilidade tem apresentado na Assembleia Municipal, pelo que não acredita que seja desta vez que as mesmas venham a ser concluídas, porque já estão a “pecar” pela chegada tardia.

De acordo com a mesma fonte, os maienses estão descontentes com a autarquia local e com o governo central, razão pela qual saíram à rua numa manifestação, exigindo melhores condições para ilha. O porta-voz considera que ilha do Maio está a ser “esquecida” pelo Governo central, que não fez ali a apresentação pública da sua proposta de regionalização e nem se fez representar no ato público da abertura do ano letivo.

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