Cabo Verde: Olavo Correia diz que empresas mais afetadas pela Covid-19 manterão lay-off

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, afirmou que o lay-off vai continuar para as empresas mais afetadas pela pandemia da Covid-19, como é o caso do setor turístico. Os resultados desta medida são “altamente positivos”, realçou.
“Estamos a caminhar para 14 mil trabalhadores que já foram pagos com contribuição do INPS [Instituto Nacional de Previdência Social]. E se tivermos em linha de consideração que Cabo Verde tem cerca de 20 mil pessoas que trabalham no setor do turismo e que perante esta disrupção total, até agora, tivemos cerca de 1.160 processos de subsídios de desemprego – significa que o resultado é altamente positivo”, acrescentou.
O governante admitiu que se estas medidas não forem alargadas “corre-se o risco de muitas empresas fecharem as portas e levar ao desemprego em massa em Cabo Verde”. Como tal, explicou, o Governo está a trabalhar no sentido de se alargar o mecanismo para além do dia 30 de junho, “como previamente estipulado”.
“Estamos a ultimar a análise”, disse, assegurando que o formato exato será comunicado nos próximos dias. “Mas há uma segurança absoluta em como as empresas mais impactadas vão contar com o apoio do Governo para que possamos proteger as pessoas, particularmente os rendimentos, através de mecanismos que possam evitar o desemprego e, particularmente, o desemprego em massa”, ajuntou.
No entanto, observou que nem todas as empresas estão nas mesmas circunstâncias, não podendo assim ser tratadas da mesma forma. “Há aquelas que atuam em determinados setores, nomeadamente do turismo, que ainda vão continuar a ser altamente impactadas e essas empresas devem e podem continuar a contar com todo o apoio do Estado de Cabo Verde”, finalizou.





