Cabo Verde

Cabo Verde: Oposição acusa MpD de apelo ao voto no Parlamento

Assembleia Nacional de Cabo Verde

O PAICV e a UCID, partidos da oposição, acusaram nesta quinta-feira, 15 de outubro, a líder parlamentar do MpD, Joana Rosa, de usar a sua declaração política para fazer apelo ao voto na formação política no poder nas eleições autárquicas. O sufrágio está marcado para 25 de outubro. 

Na declaração feita no segundo dia da primeira sessão de outubro, Joana Rosa enumerou os ganhos obtidos pelas autarquias. De acordo com a dirigente, todos os autarcas do país estão “orgulhosos” do Governo do MpD, com o qual “não há e nem haverá desvios de recursos para fins outros” porque o mesmo se rege “pela transparência”. 

Em reação a estas declarações, o deputado Felisberto Vieira afirmou, em nome do PAICV, maior partido da oposição no arquipélago, que a declaração política do MpD é um truque. Além disso, mencionou igualmente, ocorreu umviolação do regimento do Parlamento, tendo Joana Rosa usado os microfones da Assembleia para fazer campanha a favor dos candidatos do MpD no sufrágio. 

“Não é antidemocrático aquilo que fez, só que utiliza um instrumento, um meio ilegítimo para exercer um direito que poderia se feito num outro espaço e não pela via da violação do regimento. A deputada confina os ganhos do poder local ao MPD e a governação do MPD. Não é verdade que o poder local só é forte quando o MpD está no poder”partilhou. 

A mesma fonte referiu também que há gerações de autarcas que deram um contributo muito importante para o ponto onde o país está hoje. 

“Quer os que concorreram com as camisolas dos partidos políticos, quer aqueles que ousaram concorrer com a camisola da sociedade civil e como grupo de independentes, mas que ganharam os partidos políticos. É isso que devemos valorizar, isto é que dá vitalidade à nossa Democracia”concluiu. 

Por sua vez, a UCID, na voz do deputado João Santos Luís, considera inadmissível que se aproveite o espaço do Parlamento para fazer apelo ao voto. 

“Nós não tiramos a legitimidade de nenhuma intervenção e de nenhuma declaração política feita neste Parlamento. Só que em tempos de campanha, faltando dias para o voto, virmos cá no parlamento e fazermos apelo ao voto de forma descarada, aos olhos de todos os cabo-verdianos, não deve ser”, alegou.

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