Cabo Verde: PAICV acusa Armindo Luz de exploração ilegal de pedreira

A primeira secretária do setor do PAICV da Ribeira Grande, Maria Teresa da Cruz, disse que o deputado Armindo Luz, do MpD, tentou aproveitar-se da “má relação” do delegado do Ministério de Agricultura e Ambiente junto dos agricultores.

O objetivo de Armindo Luz, explicou Maria Cruz, seria desviar a “atenção” das acusações do problema da ilegalidade relacionada com a exploração da pedreira. As declarações foram feitas em conferência de imprensa nesta terça-feira, 25 de janeiro.

A representante do maior partido da oposição em Cabo Verde realçou que o deputado Nacional Armindo Luz demonstrou “descaso” com o setor de atividade mais importante do concelho e com os agricultores, uma vez que durante a última legislatura e também na atual “nunca visitou” a delegação do referido ministério.

“Julga-se que um deputado da nação que representa a ilha deve ser defensor e cumpridor das leis aprovadas pelo Parlamento que representa e ser parte da solução dos problemas que afetam as populações que o elegeram”, acrescentou.

O PAICV exige das instituições competentes a “averiguação” das acusações públicas. “Qual é, na verdade, a relação do deputado da nação com a exploração ilegal da pedreira? Quem se responsabilizará pelos eventuais prejuízos ambientais e material resultante da pedreira, ao que tudo indica autorizado pelo presidente da CMRG [Câmara Municipal da Ribeira Grande], instituição sem competência legal para tal?”, questionou.

“Como ficará as relações interinstitucionais e a credibilidade das instituições se, conforme afirmações públicas no concelho, existe um presidente de câmara que controla decisões e recomendações com o serviço desconcentrado do Estado com responsabilidade no domínio ambiental nomeadamente na exploração de recursos naturais?”, perguntou ainda a primeira secretaria do sector do maior partido da oposição.

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