Cabo Verde

Cabo Verde: PAICV acusa ministro das Finanças de beneficiar empresas

Rui Semedo e Janira Hopffer Almada

O PAICV acusou o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, de ter beneficiado a própria empresa e misturado os seus interesses com os interesses do Estado, além de ter cometido, alegadamente, outras irregularidades enquanto membro do Governo.

A acusação foi feita pelo presidente da bancada parlamentar do partido, Rui Semedo, que acrescentou que o vice-primeiro-ministro “faliu a empresa imobiliária que geria” e que só veio a “ressuscitar” após o MpD, formação política no poder, ter vencido as eleições, altura em que o governante terá beneficiado “ a própria empresa, misturando os seus interesses com os interesses do Estado”.

Segundo o político, Olavo Correia “quis dar lição à oposição” de boa gestão durante o seu discurso, acto que considerou um “verdadeiro atentado” à democracia e à livre expressão. Esta atitude, ajuntou, teve como objetivo tentar passar a mensagem, “camuflando uma atitude totalitária com uma vontade de silenciar a oposição”.

Semedo afirmou também que o ministro “prejudicou o Estado” cabo-verdiano em “mais de três milhões de contos” (27.207 euros) quando decidiu desistir dos processos nos tribunais, tendo a quantia aumentado “ainda mais em 2018 e 2019”, referindo igualmente que Olavo Correia recusou fornecer os dados concretos ao Parlamento sobre o “dinheiro do Estado que distribuiu às empresas”.

Em reação a estas declarações, o vice-primeiro-ministro disse que, caso o deputado tenha provas de alguma informação ou irregularidade, “que apresente às instâncias competentes”, frisando que as acusações são falsas e que Semedo terá de prová-las em tribunal.

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