Cabo Verde: PAICV e UCID manifestam preocupação com São Vicente

O deputado do Partido Africano para Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), João do Carmo, declarou que a situação no Mindelo, cidade localizada na ilha de São Vicente, é “preocupante” por ter muitos trabalhadores e empresas “com vários prejuízos”.

A observação foi feita à imprensa nesta quinta-feira, 21 de maio, na sequência de um encontro que os deputados tiveram com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, tendo o mesmo sido inserido numa visita de três dias ao círculo eleitoral após o fim do Estado de Emergência, imposto pela pandemia da Covid-19.

“Constatamos uma situação generalizada de inoperância na implementação das medidas anunciadas pelo Governo, quer com relação às linhas de crédito, quer com relação às moratórias”, disse o porta-voz do grupo, adiantando “temer muito” pela vida das empresas na ilha.

O maior partido da oposição no arquipélago pediu o alargamento do horário de funcionamento do setor de restauração, porque “se os restaurantes e bares estão preparados para funcionar até 21:00, é que estarão para funcionar até 23 ou 24:00 do dia”.

A situação social em São Vicente, acrescentou, é “preocupante”, com os trabalhadores em regime de ‘lay-off’, “sem nenhum rendimento e em situação difícil de sobrevivência”.

Também a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) manifestou preocupação com São Vicente, classificando a situação social na ilha de “extremamente difícil” na sequência da pandemia, apesar de “alguns apoios” do Governo e de algumas Organizações Não Governamentais (ONGs).

A afirmação foi feita em conferência de imprensa, decorrida igualmente nesta quinta-feira, no Mindelo, para dar a conhecer os resultados de mais uma visita ao círculo eleitoral. Foi o presidente da formação política da oposição, António Monteiro, quem partilhou que os três deputados da UCID estiveram em vários bairros da ilha nos últimos dias e viram “pessoas com grandes dificuldades” e que necessitam de uma solução para equilibrarem a vida no dia a dia.

O dirigente expôs que muitas pessoas ainda não tiveram a oportunidade de receber as cestas básicas nem o apoio financeiro do Estado. Como tal, apelou aos poderes local e central para analisarem novamente o que se passa e ajudarem as famílias, que se encontram num “grau de dificuldade superior” por causa da situação do novo coronavírus.

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