Cabo Verde | Guiné-Bissau

Cabo Verde: PAICV pede posicionamento às autoridades sobre situação na Guiné-Bissau

O PAICV lamentou a crise política vivida na Guiné-Bissau, em que as instituições da República são “assaltadas e ocupadas por militares” e o poder assumido por “autoproclamados dirigentes à revelia da Constituição”. Como tal, apelou ao posicionamento das autoridades de Cabo Verde nesta matéria. 

“O PAICV manifesta o seu veemente repúdio ao golpe de estado e a todas as formas de assalto ao poder por fraude e força das armas”disse o porta-voz do maior partido da oposição, José Maria Gomes da Veiga, que desafiou as autoridades cabo-verdianas a virem a público explicar por que razão ainda não foi condenado o assalto ao poder na Guiné-Bissau. 

Em resposta a estas afirmações, a deputada Filomena Gonçalves, do MpD, pediu “prudência” sobre “questões internas de outros países”. 

“O Governo de Cabo Verde está a fazer tudo o que está ao seu alcance, conjuntamente com a comunidade internacional, para se conseguir a normalidade constitucional na Guiné-Bissau”garantiu a representante da formação política no poder, lembrando que, neste momento, se está a aguardar pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que faz a vez do Tribunal Constitucional. 

Filomena Gonçalves recordou também que a comunidade internacional “reconheceu e felicitou” o candidato presidencial declarado vencedor, Umaro Sissoco Embaló, e o “candidato derrotado”, Domingos Simões Pereira. 

Por sua vez, a líder da bancada do MpD, Joana Rosa, classificou de “ingerência do PAICV nas questões internas da Guiné-Bissau”. 

“Estaremos em sede da CEDEAO [Comunidade Económica dos Países da África Ocidental] e CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa] a defender as melhores posições, e democracia, o Estado de Direito e um bom funcionamento das instituições”sublinhou. 

Sissoco Embaló, declarado vencedor da segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau pela Comissão Nacional de Eleições, tomou posse simbolicamente como Presidente da República numa altura em que o Supremo Tribunal de Justiça ainda analisa um recurso de contencioso eleitoral interposto pela candidatura de Domingos Simões Pereira. Esta situação tem causado tensão política no país.

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