Cabo Verde

Cabo Verde: PAICV sugere mais um navio na rota São Vicente/Porto Novo

Alcides Graça

O PAICV em São Vicente considera erradas as decisões da concessionária do Serviço de Transporte Marítimo Inter-ilhas (STMI), tendo afirmado em conferência de imprensa que a situação da linha 1 só se resolve com a colocação de mais um navio na rota Mindelo/Porto Novo.

A declaração foi feita pelo presidente da Comissão Política Regional, Alcides Graça, devido às queixas dos passageiros e empresários perante o caos que tem existido nas bilheteiras, com filas de várias horas.

“Do nosso ponto de vista, a proliferação dos pontos de venda não é solução. A empresa deve criar as condições para haver um único ponto de venda, mas com condições dignas, de conforto e de atendimento, para atender os utentes em tempo aceitável. Deve ser feito investimento nesse sentido. Uma outra medida errada foi a retirada do segundo navio desta linha. Um erro grave, se calhar por desconhecimento da dinâmica das ligações marítimas entre estas duas ilhas”, defendeu.

O dirigente relembrou que esta “é também uma reivindicação” do Presidente da Câmara do Porto Novo e dos utentes da linha marítima.

Dados oficiais da concessionária indicam que a linha São Vicente/Porto Novo é a mais movimentada do país, com 74% do fluxo de transporte marítimo de carga e passageiros.

“Um outro erro, que parece de pouca importância, mas muito relevante, foi fixação da sede da empresa na Praia, o que retirou toda a capacidade de resposta rápida aos problemas na linha mais movimentada do país e a única considerada de confiança”, acrescentou.

“Sinceramente, esperava-se muito mais do que aquilo que os armadores nacionais conseguiram garantir durante várias décadas, com muito sucesso, mas com poucos recursos e sem nenhuma subsidiação do Estado”, concluiu, lamentando o silêncio do presidente da Câmara Municipal de São Vicente num tema que afeta o setor económico da ilha e os são-vicentinos, no geral.

Recorde-se que o serviço de transporte marítimo de passageiros e carga entre as ilhas entrou em vigor a 15 de agosto, sendo operado pela Cabo Verde Inter-ilhas, empresa criada na sequência do concurso internacional, vencido pela portuguesa Transinsular. O contrato de concessão foi assinado a 15 de fevereiro e é válido por um período de 20 anos, com possibilidade de renovação.

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