Cabo Verde

Cabo Verde: PP critica atribuição do Rendimento Solidário aos trabalhadores informais

O Partido Popular (PP) criticou a forma como o Governo de Cabo Verde geriu o processo de atribuição do Rendimento Solidário (RSO) aos trabalhadores do setor informal, tendo dito que esse apoio foi uma “bagunça para deitar areia nos olhos dos cabo-verdianos”.

Segundo a porta-voz do partido na oposição, Guilhermina Araújo, durante a habitual reunião quinzenal foram debatidos temas relacionados com o ano agrícola, a crise sanitária devido à Covid-19 e os 45 anos de independência de Cabo Verde.

A dirigente considera que, tendo em conta o aproximar da época das chuvas, o Governo deve criar todas as condições para assegurar um bom ano agrícola, com a disponibilização de sementes e levar a cabo ações de prevenção no combate às pragas.

Quanto à crise sanitária, com destaque para o RSO, Guilhermina Araújo é da opinião de que o processo foi mal gerido, uma vez que muita gente que estava inscrita no Cadastro Social Único não foi beneficiada com o valor de 10 mil escudos (90 euros).

“Muitas pessoas que estavam inscritas no Cadastro Social Único não foram beneficiadas e não corresponde à verdade que foram entregues a todos, porque se tivessem dado esses 10 mil escudos porque é que temos tanta reclamação de pessoas, dizendo que não receberam”, perguntou.

“O Rendimento Solidário foi uma bagunça do Governo para deitar areia nos olhos dos cabo-verdianos”, concluiu, criticando igualmente a falta de fiscalização do Governo ao ‘lay-off’ e culpando o Governo pelo aumento dos casos positivos de Covid-19 no arquipélago, devido a “má gestão”.

O país tem 1.165 casos confirmados de coronavírus, além de 608 recuperados e de 12 mortes.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo