Cabo Verde: PR apela a posicionamento “firme” da UA e CEDEAO sobre Mali

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, defendeu nesta terça-feira, 25 de maio, um posicionamento “claro e firme” da parte da União Africana (UA) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em relação ao caso da atual crise política no Mali. 

O pedido foi feito através da imprensa, à margem do encontro do governante cabo-verdiano com o presidente do Governo Regional do Príncipe, Filipe Nascimento. Segundo Carlos Fonseca, trata-se de uma luta que só será eficaz com unidade africana. 

Para o chefe de Estado não pode haver situações como aquelas vividas no Mali com um processo de transição, com compromissos e com acordos, para depois haver detenção por militares do Presidente em transição e do primeiro-ministro, “em clara violação” dos acordos estabelecidos “e desrespeito” àquilo que foi assumido pelos responsáveis.   

“As partes nesse país têm que se entender, têm de dialogar e a União Africana e a CEDEAO têm de ter uma posição de muita clareza e firmeza, e uma posição articulada com outros parceiros internacionais, que é a única forma de se cumprir as exigências, dos militares regressarem às casernas de haver diálogo, consenso político para que a transição se realize e ao malianos tenham direito a paz, tranquilidade e ao progresso”, frisou.    

A UA e a CEDEAO já partilharam, através de um comunicado, uma profunda preocupação com a evolução da situação política no Mali, na sequência da detenção do Presidente, Bah Ndaw, e do primeiro-ministro, Moctar Ouané. Ambas disseram condenar veementemente este acto extremamente grave, que não pode ser tolerado à luz das disposições relevantes da CEDEAO e da UA, motivo pelo qual exortaram os militares a regressarem aos quartéis.   

Assim, as duas organizações exigem a libertação “imediata” das duas principais figuras do Estado maliano, que foram detidas e transportadas para um campo militar perto de Bamako, capital do país, por um grupo de soldados insatisfeitos com o novo Governo.

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