Cabo Verde: Primeiro-ministro anuncia criação do Instituto do Turismo

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, avançou esta quarta-feira, 26 de junho, que em 2018 a aquisição de produtos alimentares e bebidas nacionais pelos hotéis registou um aumento de 18% “graças à certificação dos produtos”, tendo anunciado também a criação do Instituto do Turismo. As informações foram divulgadas na abertura do debate parlamentar mensal sobre o impacto do desenvolvimento do país.

Segundo o chefe de Estado, a entrada dos produtos nacionais no mercado hoteleiro ficou a dever-se à “certificação” dos produtos de duas das maiores empresas de produção de ovos, as quais passaram de uma produção de 18 milhões, em 2016, para 26 milhões, em 2018, sendo estes números positivos para a economia de Cabo Verde.

“Estamos apostados em aumentar a penetração dos produtos nacionais no mercado turístico”, assegurou, sublinhando que o Ministério da Agricultura e Ambiente “está a trabalhar nesse sentido”.

Foi também referido que está em curso um projeto de competitividade financiado pelo Banco Mundial no valor de cinco milhões de dólares (4.398.820 de euros), que vai dotar o país de um estudo de avaliação ambiental e social do setor do turismo, bem como grandes opções do plano estratégico do desenvolvimento do turismo sustentável, Código do Turismo e a criação do Instituto do Turismo.

O representante do Governo disse considerar estas ferramentas “essenciais” para direcionar o turismo para “mais qualidade e sustentabilidade ambiental”. “As diversas regiões do país vão ser dotadas de planos de desenvolvimento turístico”, indicou, acrescentando que o seu Governo “não quer reproduzir o modelo de turismo que faz crescer exponencialmente zonas de barracas”.

Assim, prosseguiu, o Governo está a investir 1,8 milhões de contos para dar “qualidade e dignidade” às zonas de barracas nas ilhas da Boa Vista e Sal.

No âmbito da política de transportes mencionou que o Governo vai aprovar uma lei que define a metodologia de sistema tarifário que melhor satisfaça as “especificidades das ilhas”, particularmente as de “pequena população e baixo rendimento per capita e fraco fluxo turístico, como São Nicolau e Maio”.

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