Cabo Verde

Cabo Verde: Primeiro-ministro diz que escolhas do Governo “estão a dar resultados”

Primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, fez uma avaliação positiva da situação de Cabo Verde no debate sobre o Estado da Nação, realizado esta quarta-feira, 31 de julho, tendo dito que o país é atualmente visto como “estável, seguro, credível e confiável, de baixos riscos políticos, sociais e reputacionais. Um país em que a paz social impera. Um país com a ambição de atingir o desenvolvimento sustentável”.

“Enquanto Governo temos a responsabilidade de definir e implementar uma orientação estratégica de médio e longo prazo, partilhada”, afirmou, acrescentando que “assumimos escolhas e as escolhas que assumimos estão a dar resultados. É um facto”.

Um dos resultados destacados foi o da diminuição do desemprego, que terá baixado de 15% para 12,2%, bem como a criação de “16.840 empregos em 16 setores de atividade” e dos programas de mitigação da seca, que “produziram efeitos”.

Nos transportes aéreos realçou que os “períodos difíceis” estão ultrapassados na TACV, “que representava para além de risco de colapso do sistema de transportes aéreos, um enorme risco fiscal e de credibilidade do país junto dos parceiros de desenvolvimento”.

“Como resultado, a nova empresa Cabo Verde Airlines está a operar com três Boeings, a abrir novas rotas e a crescer 30%. São resultados de uma opção acertada”, defendeu, falando ainda sobre o plano da segurança, reconhecendo que “passámos momentos difíceis em termos de segurança urbana”, mas que “nos últimos três anos tem-se registado uma diminuição consistente do número de ocorrências criminais registadas a nível nacional na ordem de 32,6%, entre 2016 e 2018, e redução do rácio dos crimes de homicídio por 100 mil habitantes”.

A nível fiscal, declarou que o Governo procurou demonstrar que o “défice orçamental, de um crescimento médio de 7,9%, no período 2011/2015, passou para uma média de 2,9% entre 2016 e 2018. A dívida pública face ao PIB [Produto Interno Bruto], que estava numa trajetória perigosa de crescimento, desceu de 127,8% em 2016 para 122,8% em 2018”.

Setores como os dos transportes marítimos e turismo tiveram, segundo o Chefe do Executivo, indicadores igualmente positivos. “Todos os principais indicadores crescem”, anunciou o primeiro-ministro.

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