Cabo Verde

Cabo Verde: Primeiro-ministro quer Conselho Consultivo da Juventude a agir para o desenvolvimento

Ulisses Correia e Silva

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou que o Governo quer que o Conselho Consultivo da Juventude, ainda em fase de criação, seja a representação de uma nova atitude para o desenvolvimento do país. Para o governante, apesar de o sentido reivindicativo e crítico ser importante para a democracia, é necessário trabalhar momentos de reflexão, propostas, soluções e compromissos com o arquipélago.

O Conselho Consultivo da Juventude foi apresentado e lançado em São Vicente na segunda-feira, 09 de setembro, através de um evento que contou com a fraca adesão dos jovens.

“Precisamos criar uma outra onda, que seja positiva, de compromisso com o país e não com o Governo A, B ou C. Que tenhamos uma ideia muito mais forte daquilo que representa e daquilo que é o compromisso que nós queremos com o nosso país, da forma como nós influenciamos as decisões em prol do país. Hoje, com o fenómeno das redes sociais, está cada vez mais difícil fazer este exercício, mas temos que o fazer através da criação de novas dinâmicas. Que mesmo em ambiente de ruído possamos ter condições de influenciar politicamente as melhores soluções. É isto que nós queremos com este conselho”, defendeu Correia e Silva.

Segundo os requisitos do concurso para a seleção de 20 jovens para o novo órgão, os interessados devem ter nacionalidade cabo-verdiana e não possuir filiação partidária. Este último ponto foi criticado pela Juventude do PAICV, que já se posicionou contra por considerar que todas as juventudes partidárias deveriam ter assento, por inerência, no Conselho Consultivo da Juventude, tal como os responsáveis juvenis das diferentes confissões religiosas de Cabo Verde.

Em resposta, o primeiro-ministro explicou o motivo do polémico requisito. “Porquê esta opção? Não é porque há algum problema com política partidária ou com militantes de partidos políticos. É que em outras organizações a juventude partidária já está representada, tem forma privilegiada de influenciação, tem acesso à comunicação social. Nós queremos criar um outro instrumento onde a preocupação central seja, de facto, a juventude, onde a representação seja, se facto, dos jovens”, disse.

O órgão terá como principais objetivos aconselhar o chefe do Executivo sobre questões de relevância para o presente e futuro do país em matérias com impacto na vida dos jovens, nomeadamente o emprego, a educação, o empreendedorismo, os valores da família e da vida em sociedade, a habitação, a inovação, as tecnologias de informação e comunicação e o desenvolvimento sustentável.

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