Cabo Verde

Cabo Verde quer celebrar acordos estratégicos com os EUA

Ulisses Correia e Silva

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, afirmou que o país deseja estabelecer acordos estratégicos com os Estados Unidos da América (EUA) nos domínios da defesa, segurança marítima e livre comércio.

A afirmação foi feita no discurso de abertura do Cabo Verde Investment Forum, realizado em Boston. “EUA é um parceiro de referência de Cabo Verde, com o qual queremos reforçar as nossas relações”, declarou o chefe do Executivo, que avançou que o país está a trabalhar para o reforço da cooperação económica e do diálogo político com o Estado de Massachusetts e com a Cidade de Boston, que albergam a maior comunidade cabo-verdiana nos EUA.

“Para a nossa diáspora é importante reforçar laços com o país, atrair capacidades e competências a favor do desenvolvimento do país e aumentar a notoriedade de Cabo Verde”, defendeu, considerando que é importante apresentar Cabo Verde como um país interessado no investimento dos americanos e da diáspora cabo-verdiana.

“É um momento de uma nova largada nas relações entre CV e os EUA, país onde reside a maior e a mais antiga comunidade cabo-verdiana na diáspora, comunidade tradicionalmente bem integrada e patriota”, acrescentou.

“Nossa intenção é aproveitar melhor as elites cabo-verdianas da diáspora, pela sua alta qualificação profissional nas diversas áreas. Hoje, com as conectividades através de transportes aéreos e da internet podemos encurtar significativamente e eliminar as distâncias. Estamos a edificar um quadro institucional que vai facilitar a participação e o investimento dos nossos compatriotas da diáspora”, explicou.

“Por isso, é importante que visitem o país, que se sintam parte do sonho cabo-verdiano que estamos a contruir. Que tenham orgulho nas vossas origens e no percurso histórico de CV. Que confiem no futuro do país. Que coloquem a Nação acima de tudo. Porque o que nos deve unir é a cor azul da nossa bandeira. É a mais acolhedora e a mais bonita de todas”, reforçou.

Neste quadro, o governante apresentou o país a uma plateia cheia de parceiros internacionais, decisores, empreendedores, investidores, empresários e vários altos quadros da diáspora. “Uma Nação com cinco séculos e meio de história, arquipelágico e com uma localização privilegiada, e que se pretende posicionar como uma plataforma de circulação económica no Atlântico Médio, valorizando a sua localização entre a África, a Europa, os EUA e o Brasil que o coloca nas rotas de grandes mercados”, frisou.

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