Cabo Verde

Cabo Verde sofre aumento de 3,5% da dívida em leilões durante a Covid-19

Olavo Correia

O Governo cabo-verdiano aumentou em quase 3,5% a dívida pública colocada com a emissão títulos do Tesouro no mercado nacional desde o início da pandemia da Covid-19, tendo captado em três meses 3.100 milhões de escudos (28 milhões de euros).

De acordo com os dados do Banco de Cabo Verde, em oito leilões de emissão de Obrigações do Tesouro (OT – maturidades mais longas) de 01 de abril a 29 de junho, todas a três anos e com juros de 3% ao ano, foram colocados 3.100 milhões de escudos (28 milhões de euros).

Nesse mesmo período de tempo não houve emissões de Bilhetes do Tesouro (BT – maturidades mais curtas) pelo Estado.

Esta é uma subida de praticamente 3,5% face à dívida colocada internamente pelo Estado no mesmo período, ou seja, de abril a junho de 2019, que elevou-se então para 3.000 milhões de escudos (27 milhões de euros), distribuído por uma operação em BT e oito leilões de OT.

Segundo o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, a dívida pública do país deve chegar aos 150% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2021, devido à crise económica e sanitária provocada pela pandemia da Covid-19. No entanto, rejeitou que fossem aplicadas medidas de austeridade.

“É preciso que se tenha em linha de conta que esta pandemia veio agravar as contas do Estado com um custo mensal estimado em cerca de 30 milhões de euros (3,3 milhões de contos). Somente para dar o combate imediato”, disse.

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