Cabo Verde: UCID considera que abstenção levou à derrota de Carlos Veiga

O líder da UCID, António Monteiro, afirmou que a elevada taxa de abstenção nas eleições presidenciais de Cabo Verde, realizadas no domingo, 17 de outubro, foi uma das razões que ditaram a derrota de Carlos Veiga. Este candidato era apoiado pela UCID e pelo MpD. 

Recorde-se que o vencedor do sufrágio foi José Maria Neves, apoiado pelo PAICV. 

“É difícil dizer, mas uma coisa que acho que todos nós temos consciência, o Doutor Carlos Veiga consegue ser uma cola para agrupar todo o PAICV e provavelmente, por causa disso, a segunda razão tem a ver com o nível de abstenção elevadíssimo”, começou por dizer. 

Neste âmbito, Monteiro defendeu a possibilidade do voto obrigatório. “Não é aceitável que, numa eleição com sete candidatos, o nível de abstenção seja de 52%. Alguma coisa não bate certo”, concluiu. 

O voto obrigatório, continuou, é uma questão que deve ser analisada pelos órgãos competentes como uma medida que pode resolver a questão da elevada abstenção. “Isto porque, infelizmente, temos muitas pessoas que ficam à espera até à última hora, pelo menos de exemplos que temos aqui, para venderem ou proporem a venda dos seus votos”, acrescentou. 

“Achamos que não é uma boa prática e, para garantir a qualidade da nossa democracia, devemos analisar que decisões devemos tomar, enquanto instituições, políticos, para evitarmos essa situação que pode colocar em perigo a própria democracia”, declarou.

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