Cabo Verde

Cabo Verde: UCID critica “sigilo” sobre concessão do transporte marítimo

António Monteiro, líder da UCID

A UCID disse à imprensa que espera com expetativa o desfecho do concurso público internacional para a gestão e exploração do serviço público de transporte marítimo de passageiros e carga entre as ilhas de Cabo Verde. De acordo com o presidente do partido, a oposição está “às cegas” em relação ao processo.

Para António Monteiro, existe um excesso de sigilo por parte do Governo quanto ao processo em curso, uma vez que o mesmo é um assunto fundamental para o país. “Infelizmente, temos que dizer que estamos também às cegas, porque o Governo gere estas questões como se de um grande segredo de Estado se tratasse. Entendemos que questões de transportes, marítimos, aéreos ou terrestres, não devem ter tanto sigilo”, partilhou.

“Estamos também expectantes para ver que decisão o Governo vai tomar. Pensamos que o Governo, tendo em conta a chamadas de atenção que nós, enquanto oposição, fizemos, estará a repensar e provavelmente a fazer uma marcha-atrás, para podermos dar aos armadores nacionais as condições de poderem melhorar e prestar um melhor serviço ao país”, acrescentou o líder do partido da oposição.

Recorde-se que o grupo português Transinsular venceu o concurso público internacional de concessão dos transportes marítimos, lançado a 30 de janeiro de 2018. O vencedor foi anunciado em outubro e as negociações estão a decorrer. Quanto ao modelo escolhido, o Governo garante uma concessão única de serviço público de transportes marítimos inter-ilhas, que será contratualizada e subsidiada até chegar ao ponto de equilíbrio operacional.

O dirigente da UCID chama a atenção do Governo para que se evitem aventuras que custem caro ao país, tendo dado como exemplo o caso da TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde). “Gostaríamos que as análises fossem feitas, dentro do nosso contexto, e evitarmos algumas aventuras que acabam por custar muito caro ao país. Temos o exemplo dos TACV, em termos domésticos, que do ponto de vista da UCID é um exemplo que deve ser considerado. Não vamos cometer o mesmo erro, só por capricho pessoal ou por vontade de mostrar que quem manda é quem tem maioria”, salientou.

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