Cabo Verde | Guiné-Bissau

Líder do PAIGC deixa Cabo Verde com “confiança renovada” e diz que vencerá as eleições

Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou esta segunda-feira, 11 de fevereiro, que deixa Cabo Verde com “confiança renovada”, tendo acrescentado que o seu partido irá vencer as eleições com “maioria absoluta” e que um quadro novo permitirá à Guiné-Bissau “enfrentar o futuro com mais confiança”.

“No encontro que tive com os quadros guineenses em Cabo Verde, fiquei particularmente sensibilizado, porque demonstraram um conhecimento bastante detalhado e profundo do plano estratégico que apresentamos, enquadrado no nosso programa eleitoral”, partilhou, explicando que o ter ficado sensibilizado se devia ao facto de que as autoridades nacionais “nunca deixaram de acompanhar o processo político guineense”.

O dirigente do PAIGC disse levar um “sentimento de gratidão” do povo cabo-verdiano, bem como da autoridade e da diáspora guineense residente no arquipélago. “Vou transmitir à camarada do PAIGC que a nossa diáspora espera muito de nós, porque acreditam no nosso Programa (de governação)”, garantiu.

Em relação às eleições legislativas, Domingos Pereira mencionou que considera uma “aberração” o facto de as mesmas no seu país estarem a ser realizadas um ano e meses depois da última vez em que os guineenses foram chamados às urnas para elegerem o novo Governo.

“As ultimas eleições na Guiné-Bissau foram em abril de 2014 e a nossa Constituição diz que o período da Legislatura é de quatro anos, o que significa que não devia ser necessário que outras autoridades nos viessem recordar que em abril de 2018 devíamos ter novas eleições”, lamentou, lembrando que foi necessário a “mediação da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), enquanto espaço regional para se encontrar uma data dita de consenso, 18 de novembro de 2018”.

Segundo o político, em vez de a sociedade, sobretudo os atores políticos, se mobilizarem, para viabilizar a data 18 de novembro, houve uma “mobilização ao mais alto nível para inviabilizar a data 18 de novembro”, em que todo o “tipo de argumento foi evocado para esse efeito”. “Agora, temos um decreto assinado pelo Presidente da República no sentido da realização das eleições no dia 10 de março”, indicou, concluindo que o próprio questionamento da data é uma demonstração de que a Guiné-Bissau “vive mal com a democracia”.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau estão marcadas para 10 de março e as campanhas eleitorais têm início este sábado, 16 de fevereiro.

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