Cabo Verde | Guiné-Bissau

PJ guineense confirma extradição de cidadãos cabo-verdianos suspeitos de homicídios

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau confirmou à e-Global que os dois cidadãos cabo-verdianos suspeitos de assassinatos foram extraditados a 10 de fevereiro 2017 de Bissau para Cabo Verde.

Didjoba e Nuno Barroso, os suspeitos extraditados, foram escoltados durante a operação por inspetores da Polícia Judiciária de Cabo Verde onde foram conduzidos para as instalações da PJ do concretamente em Achada Grande Frente. “Cumpridas todas as formalidades legais, depois de pedido feito pelas autoridades de Cabo Verde, somos obrigados a seguir o que é legal”, disse a fonte da PJ guineense.

O grupo chegou na madrugada desta sexta-feira, à cidade da Praia, de onde os suspeitos terão fugido para a Guiné-Bissau, depois de terem presumivelmente perpetrado crimes de homicídio na capital cabo-verdiana.

Os visados vão ser apresentados no Tribunal da Praia para o primeiro interrogatório.

A detenção dos dois foragidos resulta da cooperação judicial Ester os dois países, e de um pedido de extradição emitido pela Procuradoria-geral de Cabo Verde e remetido às autoridades da Guiné-Bissau.

Informações indicam que Didjoba é suspeito de ser o autor do disparo que matou uma criança durante um tiroteio entre grupos rivais no bairro do Brasil, Achada de Santo António na Praia em 2012. Assim que soube que era procurado pela Polícia como suspeito no caso, desde essa data, o suspeito fugiu para a Guiné-Bissau via o Senegal.

Nuno Barroso foi também indiciado de um crime de homicídio do jovem “Tony”, que foi atingido a tiro à porta de um bar quando Nuno e outro suspeito identifico como “Tunga” trocavam tiros no bairro de Achadinha em 2011.

Tunga foi preso, mas o exame balístico revelou que a bala que atingiu a vítima não foi disparada pela mesma que o suspeito tinha na sua posse. O projétil pertencia à arma de Nuno, mas este já não se encontrava na cidade da Praia.

Também em Cabo Verde, estava um outro foragido da Polícia local, identificado como “Jamex”, suspeito de responsabilidade no assassinato do filho de um agente da Polícia Nacional, no bairro da Várzea. “Jamex” foi capturado na Guiné-Bissau mas terá conseguido fugir da esquadra em Bissau, em condições em não esclarecidas.

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