Crise | Guiné-Bissau

Assembleia paralisada devido a lutas partidárias

Os quinze deputados expulsos do PAIGC e que, segundo uma deliberação da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular, perderam mandato no parlamento, continuam no centro da polémica.

Esta segunda-feira, a sessão extraordinária da Assembleia em que o Programa do Governo, liderado por Carlos Correia, regressava a apreciação dos deputados, decorreu sob um forte dispositivo de segurança da Polícia de Ordem Pública, reforçada pelos elementos da Guarda Nacional.

Uma sessão que ficou paralisada quando o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, e os que deviam substitui-los, marcaram presença no hemiciclo bloqueando os trabalhos. Perante a situação o presidente da ANP, Cipriano Cassamá, decidiu suspender a sessão alegando falta de condições. Uma decisão que mereceu a imediata resposta do PRS que se juntou ao grupo dos 15.

Face ao bloqueio dos trabalhos na assembleia o PAIGC retirou-se e reagiu confirmando que a decisão de substituir os deputados é “irreversível”, quando para a oposição é inconstitucional.

Preocupado com o agravamento da situação política, o designado Movimento de Cidadãos Inconformados, constituído por um grupo de jovens cidadãos, esteve hoje em frente do parlamento guineense a apelar à resolução da actual crise e para afirmar que os seus votos representam um direito e a legitimidade de exigir aos actores políticos, maior responsabilidade na condução dos destinos do país.

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