Guiné-Bissau

Ativistas guineenses às portas da Assembleia da República portuguesa exigem mais democracia para a Guiné-Bissau

Cerca de trinta pessoas estiveram ontem à porta da Assembleia da República de Portugal com o fim de promover uma ação contra aquele que consideram ser um “governo ilegal”, liderado por Nuno Gomes Na Biam. Cartazes e palavras de ordem proclamadas pelos manifestantes faziam-se ver e ouvir no largo da assembleia, num protesto pacífico onde se exigia “o fim do narcotráfico”, “mais democracia”, ou “abaixo os golpistas”.

Isabel Lopes, ativista guineense, declarava ao e-Global.pt que os “hospitais não têm nada, as mulheres grávidas têm de ir de bicicleta para a maternidade, tem de pagar às enfermeiras, ao pessoal médico,  pagar as refeições… não há nada na Guiné”, referia com pesar.

Já Maria, residente em Portugal, admitia que estava cansada com toda esta situação, “sempre que se fala da Guiné, é isto. Trabalho aqui em Portugal para mandar tudo para a Guiné Bissau, porque senão as pessoas morrem de fome.” Maria realça ainda a falta de liberdade que se vive no país, “se alguém fala ou denuncia o que se passa na Guiné, é raptado ou morto, as pessoas têm medo”.

César Barbosa, um dos organizadores da manifestação, argumenta que todos os manifestantes ali presentes trabalham e descontam em Portugal, por isso “vêm pedir aos deputados que ajudem o povo da Guiné Bissau”, pois, “Portugal é o pai da CPLP”, defende o ativista.

Para o activista Mariano Quadé, tudo o que se pede é que “haja respeito pelos órgãos constitucionais do país e respeito pela democracia”.

A Guiné Bissau volta a viver um clima de caos político após 15 anos de apressadas e tumultuosas transformações políticas. Contudo, apesar do cansaço causado pela incerteza política, os manifestantes prometem lutar “até às ultimas instâncias”.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Luis

    06/08/2020 at 4:15

    Estamos juntos (🇵🇹🇨🇻🇬🇼) ao final cabo verde , e Guiné Portuguesa são como Madeira e Açores regiões autônomas tem governos regionais mais quem toma as grandes decisões é Portugal , sim o Povo chama o governo Português vai estar a lá com vocês FORÇA. Em nome dos 500 anos de ligação em história, língua e sangue 🚀

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