Crise | Guiné-Bissau

Bispos rogam aos políticos que sirvam com dignidade o povo guineense

Igreja Católica guineense apelou aos políticos a criarem condições para o diálogo e a parceria estratégica entre as instituições da República e na Edificação de um Pacto de Estabilidade para a Governação.

Os Bispos da Guiné-Bissau, que se pronunciaram no âmbito da grave crise política, consideram que o actual cenário tende a fragilizar as instituições do Estado e a precária situação económica.

Para os Bispos, “a classe política nacional deve assumir, com firmeza, o compromisso político de servir com dignidade e sentido de missão de cidadania, o povo guineense”.

Numa carta, intitulada “Preservar nas conquistas democráticas para servir e superar a crise”, Dom José Câmnate Na Bissign, Bispo de Bissau, e Dom Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafatá, dizem que: “perante os sinais do aprofundamento progressivo da crise política e as suas consequências gravosas para os tecidos sociais e económicos do país”, apelam às Forças de Segurança e Defesa que continuem a manter ordem e a segurança das pessoas e das instituições.

Na perspectiva da Igreja Católica guineense, “a crise actual coloca em risco as conquistas que o país tem alcançado nos últimos tempos, nos domínios da governação, em democracia, consolidação da estabilidade política e restauração dos quadros de cooperação internacional com os parceiros de desenvolvimento”.

Convencidos que os interesses individuais e de grupos não devem sobrepor-se aos desígnios nacionais, a Igreja católica apela aos actores políticos nacionais “particularmente aos titulares de órgãos de soberania e os partidos políticos representados na Assembleia Nacional Popular, para serem perseverantes, pautando as suas atitudes e acções políticas pela procura incessante da paz, do diálogo construtivo e inclusivo, tendo em vista a convivência democrática e a estabilidade político-governativa”.

O apelo dos Bispos da Guiné-Bissau, através Dom José Lampra Cá, Bispo auxiliar de Bissau, sobre actual crise política, que se agudizou nas últimas semanas, com a demissão do Governo liderado por Carlos Correia, e consequente nomeação de Baciro Djá, ao cargo do Primeiro-ministro, aconteceu num momento em que agudiza a incerteza política.

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