Crise | Guiné-Bissau

CEDEAO vai aplicar sanções contra personalidades políticas da Guiné-Bissau

Sede da CEDEAO em Abuja

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) anunciou esta quinta-feira 18 de janeiro em Bissau que a partir de agora vão ser iniciados os procedimentos adequados para a aplicação de sanções contra todas as pessoas que impedem a efetiva implementação do Acordo de Conacri.

No comunicado emitido no final de dois dias de missão da CEDEAO no país, a organização sub-regional reiterou o seu engajamento em apoiar o povo da Guiné-Bissau, e afirma ter instado a classe política nacional envolvida na crise no sentido de privilegiar o diálogo, colocar a unidade nacional acima dos interesses políticos, de forma a resolver definitivamente o atual impasse político, implementando assim o Acordo de Conacri.

No mesmo comunicado a delegação composta pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey e o Ministro do Estado e Secretário-geral da Presidência da Guiné Conacri, Naby Youssouf Kidiri Banguoura, refere ter constado que depois do prazo de 30 dias dado as autoridades da Guiné-Bissau no final da cimeira de Abuja, nenhum progresso significativo foi feito na implementação do documento rubricado em Conacri.

A missão ministerial da CEDEAO tinha como objetivo transmitir mensagens dos Presidentes do Togo e Guiné Conacri ao chefe de Estado guineense Jose Mário Vaz, no âmbito do acompanhamento dos compromissos assumidos pelas autoridades da Guiné-Bissau na Cimeira da CEDEAO na Nigéria para a busca de uma estratégia de implementação de Conacri para a saída da política ainda em curso no país.

Durante os dois dias de trabalhos, a missão esteve reunida com as partes signatárias do Acordo de Conacri, bem como com o Presidente da República, José Mário Vaz.

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