Crise | Guiné-Bissau

Congelamento das contas públicas provoca corte de energia elétrica a Bissau

A demissão do Governo de Carlos Correia, decidida pelo Presidente José Mário Vaz, agravou ainda mais a situação já precária dos guineenses.

Depois da subida dos preços dos produtos de primeira necessidade, a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) anunciou ontem que não está em condições de garantir a produção da energia elétrica para a cidade de Bissau, nos próximos tempos, porque o desembolso do fundo proveniente do Ministério das Finanças foi bloqueado.

Apesar do comunicado difundido pela EAGB não precisar a proveniência da ordem, a e-Global pode apurar que a decisão foi executada pelo Procurador-geral da República, António Sedja Man.

As consequências estão bem patentes. A capital Bissau está sem luz elétrica desde esta terça-feira, devido ao congelamento de todas as contas públicas. Uma decisão que condicionou as capacidades financeiras da Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), que forçada a limitar a sua produção, assumindo apenas o fornecimento diminuto de água aos cidadãos de Bissau que manifestaram, desde logo, as suas preocupações face a situação.

As atenções estão agora voltadas para o principal hospital do país, “Simão Mendes”, temendo-se que seja também atingido pelo corte de energia nas próximas horas, pondo em risco a vida dos pacientes internados e limitando os já precários serviços de emergência.

Na manhã desta quarta-feira, os ministérios e instituições que dependem da energia pública, ficaram paralisados levando consequentemente os serviços públicos a pararem totalmente.

É uma medida que está a suscitar grande revolta junto dos habitantes da capital, tendo em conta o peso económico que a energia representa para a classe média e grupos desfavorecidos que subsistem graças à venda de alimentos ou outros produtos que necessitam de conservação frigorifica.

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