Crise | Guiné-Bissau

Conselho de Segurança da ONU face ao imbróglio politico guineense

Uma missão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS) esteve esta segunda-feira em Bissau. Atualmente presidido por Angola o CS pretendeu recolher no terreno, todas as informações relativas à situação política no país.

Com este objetivo a missão estabeleceu encontros com partidos políticos, governantes e a sociedade civil. No mesmo esforço, o CS esteve com o Presidente da República, José Mário Vaz, Primeiro-ministro, Carlos Correia, Presidência do parlamento guineense e Paulo Sanha, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

A preocupação da ONU surge numa altura em que se registam divergências profundas entre os principais órgãos da soberania, não tendo o governo do PAIGC conseguido até ao momento passar o seu programa e o respetivo orçamento de 2016.

De momento, perfilam dois cenários: O Chefe de Estado manter o Governo de Carlos Correia, deixando que tudo se resolva no parlamento com apresentação, mais uma vez, do seu programa. O segundo cenário aponta para que o Presidente, sustentado pela posição defendida pela oposição, demita o primeiro-ministro e forme um executivo composto por PRS e os 15 deputados expulsos do PAIGC. A oposição insiste e considera que a atual realidade parlamentar sugere um novo quadro político, que obriga o Presidente da República a nomear um governo que inspira, na sua perspetiva, uma maioria na Assembleia Nacional Popular.

O último cenário colide com a posição do PAIGC, segundo o qual, não há outra opção ou alternativa política de um executivo que não passe pelo respeito dos resultados eleitorais.

No final dos encontros Ismael Martins, embaixador de Angola junto da ONU, insistiu que  a Guiné-Bissau deve ter “um Governo que governe, um Parlamento a exercer de forma cabal o seu papel.”

Na antena da Radio ONU, Ismael Martins explicou a missão do CS pretendeu que “todos nos apresentassem o que veem como a principal causa desta crise, se bem que eles não aceitam que existe de facto uma crise. Nós ficamos com impressão de que sim, é possível encontrar um entendimento com maior esforço por parte todos. É um Give and take para se tentar encontrar uma forma de o país viver.”

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