Guiné-Bissau

Crise Guiné-Bissau: Forças nacionais e da CEDEAO impedem acessos ao Palácio do Governo

Os funcionários do Palácio do Governo foram impedidos por agentes de segurança do Ministério do Interior e forças da CEDEAO (ECOMIB) de entrarem no Palácio do Governo. A decisão foi tomada na sequência de uma alegada tentativa de assaltar a sede de governo por pessoas não identificadas. Esta medida resulta também após conclusões do Conselho de Defesa Nacional, convocado esta terça-feira pela segunda vez pelo presidente da República cessante, e candidato às eleições presidenciais, José Mário Vaz.

Na manhã desta quarta-feira 6 de Novembro, segundo testemunhas, os funcionários do Palácio do Governo não protestaram assim como não foi registado qualquer incidente com as forças de segurança que impediram o acesso aos gabinetes do Palácio do Governo.

Através das redes sociais Aristides Gomes explicou que “esta manhã, tendo em conta as ameaças proferidas contra o Comissário Nacional da Polícia de Ordem e Comandante Geral da Guarda Nacional na reunião do Conselho Superior da Defesa Nacional no sentido de cumprirem os dois pertenços Decretos presidenciais do Candidato às eleições Dr. José Mário Vaz, onde este tenta demitir o governo Legítimo da Guiné-Bissau, demos instruções para aumentar o dispositivo de segurança em todas as instituições governamentais, sobretudo no Palácio do governo como medida de precaução”.

Após José Mário Vaz ter emitido um decreto, considerado “ilegal” pela CEDEAO, exonerando o primeiro-ministro Aristides Gomes, e posteriormente nomeando para o mesmo cargo Faustino Imbali, o ambiente de crise política na Guiné-Bissau disparou com Aristides Gomes a recusar abandonar o cargo alegando que José Mário Vaz, cujo mandato cessou a 23 de Junho, não tem actualmente competências que lhe permitam emitir um decreto a exonerar o Governo.

A União Africana, União Europeia, CPLP, bem como os EUA e Portugal reafirmaram posições semelhantes à CEDEAO, reconhecendo Aristides Gomes como primeiro-ministro.

Apesar das posições internacionais, durante um comício como candidato à presidência José Mário Vaz reafirmou que a sua decisão é “irreversível”.

O governo de Faustino Imbali assenta numa nova configuração das alianças partidárias, que resultou da ruptura do acordo de incidência parlamentar da APU-PDGB com o PAIGC, tendo o partido dos “apuanos” transitado para uma formação que agrupa os partidos da oposição com o MADEM-G15 e PRS. No entanto, três deputados da APU-PDGB, juntamente com a terceira vice-Presidente do partido Joana Cobde Nhanca, irmã de Kumba Yala, não concordam com a decisão do partido e optaram por uma posição que viabiliza o acordo inicial com o PAIGC.

Lauerna Carvalho Hamelberg e Redacção

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2 Comentários

2 Comments

  1. Melo fernandes

    06/11/2019 at 14:18

    La Guine nunca mais devemos pagar um ditador, pensava que era um homem integro, más nâo tem poder de trazer um senhor que nâo ganhou nenhum eleiçâo,as autoridades da Guiné-bissau deve deter o Jomav, Guiné vai ir para frente sem voçê, I nâo es protector de Guiné, seguro que vai acabar mal.

  2. Juliano Junior

    06/11/2019 at 21:18

    A Guiné Bissau não é a propriedade dessas organizações destruidoras , CEDEAO é organizacão partidária, estão a enganar burros dizendo que estão a resolver problemas em Guiné Bissau, essas organizações estão aí ao fins lucrativos. …… porquê que esta organização partidária ” CEDEAO não foi para Guiné Conakry? Onde os povos estão a ser assassinado todo dia por criminoso mediador “Alpha Condé “… Os povos guineenses são povos atrasados que não sabem e nem conhecem quem lhe me te no pior . Alpha Condé mediador de crise política guineense 😆😆😆 tão engraçado. Como que um criminoso vai mediar uma problema? CEDEAO ponha dedo na consciência, vocês não são ninguém para pôr lei no nosso país Guiné Bissau. CEDEAO organização de cruptos e mentirosos .

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