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Diáspora guineense em Portugal criticou visita do PR de Cabo Verde

Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, com Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, na Guiné-Bissau
Jorge Carlos Fonseca com Umaro Sissoco Embaló

Um grupo de ativistas sociais guineenses que vivem atualmente em Portugal decidiram promover nesta segunda-feira, 18 de janeiro, uma manifestação em frente à embaixada de Cabo Verde em Lisboa. O motivo do descontentamento deveu-se à visita oficial do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, à Guiné-Bissau. 

De acordo com a porta-voz da manifestação, não se entende o real motivo da visita, principalmente em tempos de pandemia de Covid-19. Neste âmbito, continuou, o grupo exige saber a intenção da deslocação de Jorge Carlos Fonseca. 

A porta voz mencionou que a Guiné-Bissau está “perante um golpe de Estado” na medida em que “não temos um presidente que saiu das urnas, porque não houve uma acta de apuramento”. 

A visita do Presidente de Cabo Verde só serve, na opinião dos protestantes, para “estragar o nome da nação cabo-verdiana. 

O convite de comparecer junto à embaixada de Cabo Verde em Lisboa foi feito aos cidadãos de todos os países africanos de língua portuguesa. 

Em reação ao sucedido, Jorge Carlos Fonseca afirmou que via a manifestação com normalidade. “Eu estou na vida política há mais de 50 anos. Há liberdade, há redes sociais e qualquer pessoa pode fazer um vídeo, desabafar, fazer reclamações (…) Portanto é natural que haja visões e perspetivas diferenciadas, mas mesmo por isso, eu creio que a minha visita pretende ser um elemento de renovação, diria até quase de refundação de um condicionamento que ultrapassa esse tipo de divergências, consideradas “normais num ambiente de democracia”.

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