Diplomacia | Guiné-Bissau | São Tomé e Príncipe

Dividas à ONU podem privar a Guiné-Bissau do direito de voto na Assembleia Geral

Umaro Sissoko na ONU

A Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe podem ser privados do direito de voto durante a 72º sessão da Assembleia Geral da ONU, se não forem liquidadas as dívidas correspondentes a 2015-2016 com a organização, lembrou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, numa carta dirigida ao presidente da Assembleia Geral, datada de 7 de setembro.

No documento António Guterres lembra que quatro Estados Membros têm um atraso no pagamento das suas contribuições nas despesas da Organização, não podendo assim participar no voto da Assembleia Geral, como previsto no artº 19 da Carta das Nações Unidas. No entanto secretário-geral lembra que existem exceções na aplicação desta medida, caso o não pagamento das dívidas seja resultado de circunstâncias alheias ao Estado devedor.

Na carta dirigida ao presidente da Assembleia Geral, António Guterres precisa que a divida da Guiné-Bissau à ONU é de 46.439 USD, de São Tomé e Príncipe 779.636 USD, assim como as Ilhas Comores, igualmente impedidas do direito de voto, com uma divida de 876.418 USD e a Somália com 1.354.435 USD.

O debate anual da Assembleia Geral das Nações Unidas decorre na sede da organização em Nova Iorque de 19 a 25 de setembro.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo