Guiné-Bissau: 60 mil crianças estão sem professores desde início do ano lectivo

O Director dos Recursos Humanos do Ministério da Educação Nacional da Guiné-Bissau garantiu que o governo guineense pretende colocar 1500 professores para colmatar as vagas existentes neste ano lectivo 2022/2023.

Moises da Silva, que interveio em Bolama no acto de formatura dos professores recém-formados da Escola de formação Amílcar Cabral, reafirmou a determinação do governo guineense “nas reformas necessárias para melhorar o sistema educativo”, o que, para Moises da Silva, “passa necessariamente em ter professores formados e capacitados, através de comissão de estudos, formação contínua e uso de  TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação)”.

“Nestes últimos anos, tem-se verificado um aumento da falta de professores, provocado pela pandemia de Covid-19, devido o distanciamento social e aumento do número de crianças em idade escolar. Deste número, o Ensino Básico apresenta maior  [número] de falta de professores nos níveis do 1º ao 6º ano. Aliás, neste ano lectivo, os dados recolhidos, mostram que existem 1500 vagas existentes [a contratar] para 60 mil crianças que estão sem professores desde a abertura [do ano lectivo]”, disse Moisés  da Silva.

Perante os dados apresentados, o responsável dos Recursos Humanos do Ministério da Educação Nacional disse que “o Governo está a organizar e reconfirmar as necessidades reais” para que em Janeiro as vagas existentes sejam preenchidas.

“O Governo está  organizar e criar maiores condições para que os professores que serão colocados em 2023 não fiquem sem salário, que seja um ano sem greve e ano do diálogo constante com os parceiros “, disse.

O governo guineense ordenou ainda no princípio deste mês,  a retirada da base de dados de 568 professores afectos às escolas de regime de autogestão.

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