Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Biagué Nantam diz que enquanto for CEMGFA não haverá Golpe de Estado

Biagué Nantam

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Biagué Nantam, disse que as Forças Armadas conheceram, nos últimos anos, o caminho de uma “Força Armada Republicana”, criando as condições objectivas para o investimento estrangeiro na Guiné-Bissau.

Esta quinta-feira, 01 de Agosto, durante o acto da sua homenagem por parte do Grupo de Companhia de Investimentos, Biagué Nantam disse que se sente realizado por ter cumprido a sua missão, lembrando que algumas das suas prioridades eram o respeito a Constituição de República e demais leis, reorganizar as forças armadas e criar condições para a formação de quadros. Hoje, passados os cinco anos depois da sua nomeação a 17 de Setembro de 2014, Biagué Nantam disse ter cumprido o compromisso assumido perante o povo.

O general Biagué Nantam informou que mais de 140 efectivos militares foram formados no Reino de Marrocos, 315 localmente, e estando prevista a deslocação, em Setembro, de mais de 90 efectivos para formação no exterior.

“Estes jovens serão os meus substitutos. Não podemos ficar aqui como uma pedra. Nós substituímos outras pessoas e nós devemos ser substituídos, mas para que isso aconteça é preciso que os nossos substitutos tenham a capacidade organizativa eficaz. A Guiné-Bissau não pode desenvolver-se com atrocidades e instabilidades”, insistiu.

Biagué pediu aos militares para trabalharem para o desenvolvimento do país, porque a paz, a estabilidade e o investimento estrangeiro estão em suas mãos, e que deixem os políticos realizarem o que lhes compete.

“Se os políticos entenderem, na altura, as forças armadas vão levá-los às costas. Disse que não vou levar às costas nenhum político que queira prejudicar o país. Vamos levar às costas aqueles que querem ver o país a desenvolver-se, porque os guineenses na diáspora sentem-se envergonhados com as instabilidades políticas” disse, garantindo que as forças armadas jamais se vão imiscuir nos assuntos políticos.

“Muitos dizem que o general Biagué é que impediu José Mário Vaz de sair do poder. Peço às pessoas para lerem a Constituição da República. A nossa Constituição é clara: O Presidente da República é o comandante Supremo das Forças Armadas. Nós não pretendemos mudar a nossa Constituição. O que fizemos é o respeito pela Constituição da República. O meu sonho é ver os jovens militares formados. Criamos escolas de línguas: inglês, francês e português. Isso mostra que nenhum militar vai interferir nos assuntos políticos, porque Guiné-Bissau já está no caminho de desenvolvimento” afirmou Biagué Nantam, acreditando que “se este ambiente continuar, daqui a cinco ou dez anos, os empresários americanos e de outros países podem investir no país, porque vão dizer que há estabilidade política na Guiné-Bissau”.

“As pessoas convidaram-nos a fazer Golpe. O que vamos ganhar com o Golpe?! Nada! Podemos só ganhar com estabilidade e não com Golpe. Comigo à frente das forças Armadas, não vai haver Golpe de Estado. As pessoas podem falar, não vou dar ouvidos e sei que as chefias militares vão acompanhar-me, porque querem paz e estabilidade da Guiné-Bissau” garantiu Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Biagué Nantam.

 

Tiago Seide

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