Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Carlos Gomes Júnior é candidato à Presidência

Carlos Gomes Júnior

O antigo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, afirmou que a Guiné-Bissau tem a falta de uma “liderança pragmática, aglutinadora de forças do país viradas para o desenvolvimento e menos teorias e palavras”, tendo sublinhado que “a Guiné-Bissau de hoje, deixa os guineenses tristes e desapontados. Os eleitores já não acreditam nos seus políticos, os seus governantes” que “não têm correspondido as suas expectativas”.

Este sábado, 13 de Julho, num encontro com os movimentos que o querem ver na presidência guineense, Carlos Gomes Júnior disse que o país perdeu o “prestigio internacional e o respeito que granjeava junto dos parceiros” e que o povo não precisa e nem vive de boas intenções, precisa sim de realizações e de melhoria das suas condições de vida.

Para o ex- presidente do PAIGC, a Guiné-Bissau já perdeu muito tempo e não pode perder mais. “Durante o ano que estive no exílio depois de golpe de Estado de 2012 pensei muito na minha vida política, tendo chegado ao ponto de querer deixar tudo e dedicar-me apenas a minha família. Quando regressei, pela primeira vez, ao país, depois de anos de exílio politico, chorei dentro de mim, pisar o meu solo amado, o solo da nossa terra, pensei para mim é aqui onde devo estar, é aqui o meu lugar, a causa dos meus negócios, a família e nada de política” disse, no entanto, “as vozes do povo, dos amigos e dos guineenses que acreditam na minha liderança e no meu pragmatismo político falaram bem alto. Na verdade, tenho vindo a ser interpelado por cidadãos diversos quadrantes e sensibilidades da nossa sociedade tanto dentro como fora do país para me candidatar ao cargo da presidente da república”.

“Tantos apelos e foram tantas as manifestações da solicitação do meu reaparecimento político, de apoio e de carinho de pessoas que estão desapontadas com o país e que querem ver Cadogo de volta. Dediquei muito no hotel para reflectir sobre esses pedidos e apelos, depois de cogitação e hesitação aqui está o vosso Codago de volta” disse e anunciou que “Carlos Gomes Júnior aceitou o vosso desafio e será candidato às próximas eleições presidenciais. Quero ser muito claro, como sempre fui na minha vida, desde que cheguei à actual direcção do PAIGC desconhece a presença do Cadogo em Bissau. Por isso, serei um candidato independente. Serei candidato de povoe de todos os partidos, da juventude, das mulheres”.

Por outro lado, Carlos Gomes Júnior avançou que brevemente vai apresentar o seu manifesto. No documento, disse “Cadogo”, vai deixar plasmado as principais ideias sobre a sua visão do país, as suas estratégias e ideias de cooperação com outras entidades e instituições e sobre a essência da sua magistratura presidencial.

“Vou para esta batalha com a profunda convicção de que em primeiro lugar está o nosso país, a nossa democracia, o nosso sistema político e as condições de vida dos guineenses. A minha candidatura será uma candidatura independente, livre, racional, supra-partidária e pertença das mulheres e homens deste país que se queiram unir no movimento para abrir novos horizontes e um rumo solidário para a Guiné-Bissau” disse Gomes Júnior.

Para Carlos Gomes Júnior, o Presidente da República deve restaurar a confiança dos guineenses, estado de direito, as instituições do Estado. Por isso, “o presidente deve ser um exemplo, uma referência no exercício da sua função, exigindo sempre com a ética e integridade na defesa de interesses nacionais”, pedindo aos guineenses a acreditarem nele, porque “comigo faremos deste país um grande país. Aproveito para lançar um a todos os nossos parceiros da sub-região, a UEMOA, a CEDEAO, e em especial a CPLP, os nossos irmãos de Angola, de Portugal, e de toda a comunidade lusófona, dizer que o Carlos Gomes Júnior será o vencedor do próximo pleito eleitoral”.

Tiago Seide

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