Crise | Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: CEDEAO irá impor novas sanções se primeiro-ministro não foi nomeado até 23 de Junho

Sede da CEDEAO

A delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) insistiu “novamente” os actores políticos guineenses a favorecerem uma saída urgente da crise política, através da nomeação, antes de 24 de Junho, de um novo primeiro-ministro proposto pelo partido maioritário no parlamento e consequente formação do novo governo na Guiné-Bissau.

No comunicado final, lido esta quinta-feira, 20 de Junho, pelo Secretário-geral da Presidência da República da Guiné Conacri, Nabi Bangura, a CEDEAO reafirmou a sua determinação de “impor novas sanções” a todos responsáveis que estão a bloquear o processo da normalização constitucional no país.

A delegação disse ter anotado que a situação política é marcada por tensão política, devido à falta de nomeação de um novo primeiro-ministro, conforme os resultados das eleições legislativas de 10 de Março, sublinhando a “urgência” para a nomeação do novo primeiro-ministro e novo governo, por um lado, estabilizar a situação político social do país e, por outro, engajar-se na preparação das eleições presidenciais previstas para o 24 de Novembro.

A missão encorajou os partidos políticos com representação parlamentar a concluírem a composição da mesa da ANP, conforme os dispositivos previstos, tendo felicitado, por outro lado, o Presidente da República, José Mário Vaz, pela marcação da data de eleições Presidenciais.

Por fim, a delegação da CEDEAO reiterou a disponibilidade da organização sub-regional em continuar a acompanhar a Guiné-Bissau, e o próximo governo, de forma a permitir que o país saia definitivamente da crise.

Tiago Seide

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