Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: CEDEAO prolonga missão militar no país até março de 2020

Bandeiras da CEDEAO

A Comunidade Económica dos Estado da África Ocidental (CEDEAO) decidiu prolongar a força de interposição que tem destacada na Guiné-Bissau até março de 2020. Esta resolução final saiu da cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização.

“A conferência decidiu finalmente prorrogar o respetivo mandato da Ecomib (…) por um período de seis meses a partir de 1 de outubro de 2019”, pode ler-se no documento divulgado após a 55.ª cimeira.

Quanto à crise vivida atualmente no país africano, devido ao facto de o Presidente José Mário Vaz ter nomeado apenas esta semana um novo Governo, o que ocorreu quase quatro meses após as eleições legislativas de 10 de março, é de recordar que a grave crise política teve início na Guiné-Bissau em 2015. Foi nesse ano que o Chefe de Estado demitiu das funções de primeiro-ministro o presidente do PAIGC, partido que venceu as legislativas em 2014, acusando-o de corrupção e nepotismo.

A situação levou ao encerramento do Parlamento do país e, apesar da mediação da CEDEAO, José Mário Vaz nomeou sete primeiros-ministros, um dos quais duas vezes. Com a realização das eleições legislativas de 10 de março deste ano, a tensão política aumentou com a demora do governante guineense a formar novo governo, alegando um impasse para a eleição da mesa do Parlamento.

Após nova intervenção da CEDEAO, o Presidente, que cumpriu cinco anos de mandato a 23 de junho, acabou por indicar um novo Governo liderado pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes.

As forças da Ecomib estão na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência de um golpe de Estado militar e têm a missão de garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania guineenses, tendo a Ecomib sido autorizada a 26 de abril do referido ano pela CEDEAO.

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