Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Centrais Sindicais suspendem greve na Função Pública

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB), suspenderam esta quarta-feira, 11 de Março, as greves programadas na função pública.

O anúncio foi tornado público pelo secretário-geral da UNTG, Júlio António Mendonça, depois da assinatura de um memorando de entendimento com o Governo liderado por Nuno Gomes Nabiam.

Numa declaração aos jornalistas, Júlio Mendonça revelou que o governo vai cumprir com vários pontos do caderno reivindicativo, em restituir os valores da grelha salarial diferenciada, até ao final do corrente mês de Março, bem como a aplicação dos diplomas referentes ao procedimento de ingresso na função pública.

O secretário-geral da UNTG, esclareceu que o memorando foi assinado “sem tréguas”, tal como no passado com os governos que antecederam o de Nuno Gomes Nabiam, e que as duas centrais decidiram travar esta luta sindical, para dignificar os servidores do Estado, apesar de terem a noção que quem paga mais caro com a paralisação são os próprios funcionários públicos, porque “terão todavia de pagam os impostos”.

A ministra da Administração Publica, Formação Profissional e Segurança Social, Maria Celina Tavares, garantiu que o governo cumprirá com as exigências das Centrais Sindicais, e efectuará os pagamentos como prometido, apesar das dificuldades que o ministério das finanças enfrenta.

O documento de suspensão das sucessivas ondas de greves na administração pública, foi assinado pela ministra da Administração Pública, Formação Profissional e Segurança Social, Maria Celina Tavares e Ministro das Finanças, João Aladje Fadia, bem como pelos responsáveis das duas Centrais Sindicais, Júlio António Mendonça e Malam Ly Baldé.

Laurena Carvalho Hamelberg

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