Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: COES contradiz Umaro Sissoco no número de vítimas mortais de Covid-19

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Os dados sobre o número de vítimas de Covid-19 na Guiné-Bissau estão a ser objecto de polémica. Há duas semanas a Alta Comissária contra a Covid-19, Magda Robalo, desmentiu uma informação veiculada pela RFI em que a responsável punha em causa as cifras nacionais, devido à falta de condições recolher dados fidedignos.

A Alta Comissária contra a Covid-19 disse que não concedera a referida entrevista, embora tenha admitido no parlamento a falta de condições na prevenção e combate ao Covid-19.

Há quatro dias, numa entrevista ao canal France 24, Umaro Sissoco Embaló disse que a Guiné-Bissau contabilizou apenas 12 vitimas mortais devido ao Covid-19, sendo que estas sofriam de outras doenças tais como diabete.

Este sábado, 18 de Julho, o Centro das Operações de Emergência Sanitária (COES) revelou que as mortes devido ao Covid-19  são 26 e não evoluíram desde 11 de Julho, data em que Umaro Sissoco Embaló deixou o país.

Estes dados apresentados pelo Director da Escola Nacional de Saúde, que é por inerência Coordenador do COES, revelaram que durante uma semana foram registados mais 107 novos casos, e nenhuma vitima mortal.

Segundo Umaro Sissoco Embaló, na sua entrevista à France 24, destacou que a Guiné-Bissau foi dos primeiros países a confinar os seus cidadãos e a encerrar as fronteiras.

Covid-Organics, o chá que ninguém toma

Sobre o Covid-Organics, o chá de Madagáscar, Umaro Sissoco qualificou a decisão das autoridades guineenses em o importar como “um acto de solidariedade”, mas também que o recurso a tratamentos naturais ser uma prática que os africanos conhecem bem.

“Nascem fora dos hospitais e conseguem tratar com medicamentos tradicionais. No nosso caso Covid-Organics é uma realidade. Tenho exemplo de pessoas que me são próximas, médicos, que depois de testarem positivo consumiram o referido chá e ficaram curados”, disse.

Apesar da informação revelada pelo Presidente da República, a verdade é que, as embalagens do Covid-Organics ainda não saíram dos serviços alfandegários do Aeroporto. Não sendo todavia excluída a possibilidade de os próximos do presidente terem recebido o Covid-Organics por vias privadas.

Quando da chegada Covid-Organics à Guiné-Bissau, Umaro Sissoco dissera a primeira pessoa que iria utilizar o chá Covid-Organics seria o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam por ter testado positivo e ter estado confinado num hotel. Mas tal não veio a acontecer.

Nuno Nabiam decidiu por término à “quarentena” ao fim de sete dias, quando as recomendações médicas impunham no mínimo 14 dias. O primeiro-ministro explicara na ocasião que curara do Covid-19 em tempo recorde, por ter adoptado medicamentos tradicionais à base alho, limão, gengibre, entre outros, mas não mencionou o Covid-Organics.

Em relação às estruturas que gerem a epidemia do Covid-19 na Guiné-Bissau, as respostas foram negativas relativamente à adopção do Covid-Organics.

Dionísio Cumbá, Coordenador do COES apenas reconheceu que não testaram em qualquer paciente com o referido medicamento natural, porque ainda não o tinham recebido. Essa explicação foi dada quase dois meses depois de o Covid-Organics ter chegado ao país.

Antes de assumir o cargo de Alta Comissária contra a Covid-19, Magda Robalo num post nas redes sociais questionou sobre a pertinência da utilização do referido medicamento, tendo em conta que este não tem aval da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Jose Carlos Taborda

    20/07/2020 at 18:49

    Infelizmente, para alem do COVID-19 temos uma praga maior que esta a atacar os mais altos responsáveis pelo Golpe de Estado em curso na Guine-Bissau: a ALDRABIT-G15, um perigoso e reles virus que ainda nao foi reconhecido ou estudado pela OMS mas que ameaça seriamente a população da Guine-Bissau…

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