Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Confederação Geral dos Sindicatos Independentes distancia-se da greve geral

GB Bissau

A Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB) recomendou aos seus associados para não aderirem à greve geral convocada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), embora reconheça alguns “incumprimentos do governo”.

Em comunicado, a central sindical vinca que o governo de Nuno Nabiam “não cumpriu com algumas das exigências que figuram do Memorando do Entendimento e na Adenda, assinados com o executivo”.

A CGSI destaca a “não regularização” da situação de admissão do pessoal na administração pública, a não efectivação das promoções do Conselho Superior da Magistraturas Judicial, a não devolução do dinheiro da grelha salarial diferenciada de salários de professores e a “falta de actualizações de salários e pensões”.

A Confederação Geral dos Sindicatos Independentes refere também a falta de pagamentos dos contratados da Comunicação Social, Instituto Marítimo e Portuário (IMP), Serviço de Assistência Aeroportuária e a “não implementação” de vários diplomas que regulamentam as relações do trabalho na Administração Pública e no Setor Privado.

Mas destacou o cumprimento por parte do governo, de vários pontos: “Regulamentação de diferentes categorias de professores, aplicação progressiva da aplicação do Estatuto de Carreira Docente, uniformização da letra de vencimento aos professores formados em todas as escolas de formação”, destaca a nota que a e-Global teve acesso.

Outros “ganhos” são a “aprovação em Conselho de Ministros da Lei Orgânica das Secretarias Judiciais e Privativo do Ministério Público, funcionamento do Conselho dos Oficiais da Justiça, ainda que em fase de finalização o Estatuto Remuneratório dos Oficiais de Justiça”, reconhece.

Foram ainda cumpridos “o pagamento de um dos três meses de salários aos trabalhadores da Guinétel e Guiné Telecom, a aprovação em Conselho de Ministros o dossier de venda das acções destas empresas”.

Por isso, a CGSI pediu os sindicatos filiais a não aderirem à greve convocada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, que deverá decorrer de 09 a 13 de Novembro 2020.

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