Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Faustino Imbali renuncia ao cargo de primeiro-ministro e responsabiliza CEDEAO

“A fim de lhe dar uma chance de reformular a história politica desta nação e negar às forças estrangeiras a chance de destabilizar e zombar de nossa nação, decidi solicitar que você me permita renunciar do governo com efeito imediato”, foi com estes termos que Faustino Imbali terminou a longa carta de “Pedido de Demissão” dirigida ao Presidente cessante José Mário Vaz. No mesmo documento Faustino Imbali escreveu que a “rejeição da aplicação do decreto por si só” podia o dispensar de apresentar o pedido de demissão.

Faustino Imbali acusou a CEDEAO de ter usurpado “os poderes dos cidadãos da Guiné-Bissau e ditou que todos os outros aspectos da nossa democracia parlamentar e semipresidencial devem ser suspensos, em flagrante violação da nossa Constituição, visando promover e aplicar o objectivo mal formado e mal informado da CEDEAO”.

Destacou também que “o governo demitido da minoria do PAIGC na Assembleia Nacional continuou a ocupar o Palácio do Governo” sob protecção das forças da CEDEAO e “contrariando o aconselhamento do Conselho Superior da Defesa Nacional”. Para Faustino Imbali a ECOMIB “transformou-se numa força de ocupação da CEDEAO”.

No “Pedido de Demissão” Faustino Imbali sublinhou ainda que “não faz sentido mobilizar os cidadãos para derramar mais sangue por uma inadmissível interferência de nossos próprios irmãos e irmãos africanos”.

O Presidente cessante José Mário Vaz, após tentar exonerar Aristides Gomes da chefia do Governo, nomeara a 29 de Outubro Faustino Imbali para o cargo. Uma decisão considerada “ilegal” pela Comunidade Internacional e que levou o representante da CEDEAO na Guiné-Bissau a dar um prazo de 48 horas a todos os membros do Governo de Imbali a apresentarem demissão, sob risco de serem sujeitos a pesadas sanções. Apresentando demissão esta sexta-feira 08 de Novembro Faustino Imbali está a cumprir o prazo imposto no ultimato da CEDEAO.

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