Guiné-Bissau: Fim do mandato de Alberto Nambeia ‘gera nova crise no PRS’

GB Alberto Nambeia PRS

O mandato da Direcção do PRS, resultado do Congresso de 2017, terminou esta quinta-feira 30 de Setembro e está a gerar nova polémica entre altos dirigentes do Renovadores.

A direcção, agora cessante, tentou evitar vagas, mas na quinta-feira 29 de Setembro, ficou demonstrado que as condições não estão reunidas e nos próximos dias serão marcados por várias negociações, para acalmar os ânimos no partido.

Os candidatos à liderança do PRS entendem que a validade da direcção de Alberto Nambeia expirou, e consequentemente tem de ceder o lugar. Criticam ainda o facto de o Congresso ter sido adiado sine die, supostamente devido à vigência das medidas restritivas aplicadas pelo Alto Comissariado na luta contra o Covid-19.

Quando o mandato da direcção estava a chegar ao fim, tentaram, através do presidente em exercício, Nicolau dos Santos, chegar a um consenso com os candidatos a liderança do partido. A busca por um consenso começou com a preparação de um memorando, deixando indicações em como que tudo estava acordado e pronto para ser assinado por todos os candidatos.

Era pretensão da direcção, e como consta mesmo na proposta do acordo, permitir que a direcção cessante continuasse a gerir os assuntos correntes do partido, bem como a sua participação na governação e que o VIº Congresso fosse realizado em “prazo útil”, depois do levantamento das medidas restritivas.

No entanto, depois de serem convocados os candidatos e a imprensa, na sede do partido, as partes não chegaram a um acordo. Os candidatos à liderança do PRS aproveitaram a fase de caducidade da direcção para exigir que alguns pontos suplementares fossem integrados no memorando antes da sua assinatura. Um dos pontos, considerado dos mais polémicos e que provocou um impasse total, foi quando os candidatos sugeriram que constasse no memorando que todos os candidatos participassem no Congresso por inerência.

A direcção considerou de inaceitável essa possibilidade, como também atribuiu a responsabilidade da matéria à Comissão Organizadora do Congresso, que tem o seu plano de trabalho.

Há cerca de três semanas, a Comissão Organizadora do Congresso publicou a lista dos candidatos admitidos ao Congresso e no documento consta que quatro vão precisar de concorrer nas assembleias de base. Entre eles está Dionísio Cabi, um dos favoritos, e Domingos Quadé, ex-Conselheiro da direcção cessante.

As partes radicalizaram nas suas posições e a assinatura do memorando foi adiado sine die, uma vez que não houve consenso sobre o que deve ser feito. Os oponentes da direcção deverão reunir e informações que a nossa redacção teve acesso, apontam que não vão abdicar das suas exigências atirando o partido para uma nova crise.

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