Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Governo de Nabiam diz que são “falsas e descabidas” ameaças aos membros do antigo executivo

O esclarecimento do Governo de Nuno Nabiam foi tornado público esta quinta-feira 12 de Março através de um comunicado a imprensa que a e-Global teve acesso. O documento da Presidência de conselho de ministros e dos assuntos parlamentares informa que o governo “tem acompanhado com total repúdio as informações que têm sido veiculadas nos órgãos de comunicação social” que descrevem actos de intimidação e perseguição aos antigos membros do governo demitido de Aristides Gomes pelo Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

O comunicado, assinado pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Mamadu Serifo Jaquite, sublinha que estas informações “não correspondem à realidade” e têm como finalidade projectar uma imagem negativa e obscura da acção do actual Governo liderado pelo líder da Assembleia de Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU PDGB), e que só servem para “vitimização pessoal, e obter ganhos político- diplomáticos”, lê se no documento.

O Governo de Nuno Nabian afirma que as “movimentações policiais, enquadram-se na nova estratégia de criar condições profícuas de segurança no país a todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, que culminou com o acantonamento das forças da ECOMIB”, e que a missão desta força no país deve terminar até o final de Março.

O governo “tranquiliza a comunidade nacional e internacional”, referindo que não existe “nenhuma medida” tomada pelo Executivo para “restringir direitos e liberdades fundamentais dos antigos membros do Governo ou qualquer responsável político ou judicial”.

Porém, a Liga Guineense dos Direitos Humanos, (LGDH), condenou “os actos de perseguição ameaça e intimidação” e “apela à comunidade internacional e em particular à CEDEAO, para assumir a sua responsabilidade através da mediação construtiva e em articulação com os demais membros do P5”, face ao clima de “insegurança”.

No comunicado divulgado ontem à imprensa, a LGDH exige “a restituição das forças de segurança da ECOMIB aos magistrados do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), para assegurar a independência do poder judicial e permitir a conclusão definitiva do processo eleitoral”.

O STJ anunciara estar sem condições de trabalho para a conclusão do contencioso eleitoral após acção depositada pela candidatura do Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), depois da investidura de Umaro Sissoco Embalo como presidente da República por Nuno Gomes Nabiam que exercia no a função de primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), não respeitou nem aguardou a decisão do Supremo Tribunal, mas invadiu as instalações de estado e o próprio Tribunal, “impedindo a conclusão dos trabalhos”, segundo comunicado feito do porta-voz do STJ.

Laurena Carvalho Hamelberg

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